Empresários querem adesão da Venezuela ao Mercosul

Dirigentes estiveram com Chinaglia e Viana nesta 3ª e pediram a aprovação do país de Chávez no bloco

Denise Madueño

16 Outubro 2007 | 16h04

Dirigentes de entidades empresariais que mantêm comércio com a Venezuela estiveram nesta terça-feira, 16,  com o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) e o interino do Senado, senador Tião Viana (PT-AC), para pedir a aprovação do protocolo que irá autorizar o ingresso da Venezuela no Mercosul. Esse protocolo deve ser votado pela Comissão de Relações exteriores da Câmara no próximo dia 24.   Veja também:  Chávez acusa o Congresso brasileiro de submissão aos EUA  Cronologia do impasse entre o Senado brasileiro e Hugo Chávez    Em seguida, o documento terá que ser submetido à Comissão de Constituição e Justiça para depois passar pelo plenário da Câmara. Só então será encaminhado ao Senado.   O presidente da Câmara Venezuelana-Brasileira de Comércio e Indústria, José Francisco Marcondes Neto, ressaltou que o ingresso no Mercosul é importante para o Norte e o Nordeste do Brasil. "O Mercosul tem beneficiado o bloco Sul e Sudeste. Para que o Norte e o Nordeste se insiram no Mercosul, é necessário o ingresso da Venezuela e, posteriormente, dos demais países andinos", afirmou Marcondes Neto, ao sair do encontro com Chinaglia e Tião Viana.   Ele disse que o comércio entre Brasil e Venezuela está na ordem de US$ 4,5 bilhões por ano, mas se trata, em grande parte, de exportações brasileiras. Entre os produtos exportados pelo Estado do Amazonas, por exemplo, estão aparelhos celulares, televisores e produtos elétrico-eletrônicos.   O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que acompanhou o grupo de dirigentes empresariais, disse que não vê dificuldades na aprovação do ingresso da Venezuela no Mercosul, porque se trata de assunto de interesse dos dois países. "A integração é de dois povos, e não de dois presidentes", afirmou Rebelo, ao ser questionado sobre as dificuldades políticas por causa de declarações do presidente venezuelano, Hugo Chávez.   O relator do protocolo na Comissão de Relações Exteriores, deputado doutor Rosinha, disse que a resistência ideológica contra a entrada da Venezuela já foi superada. Ele acredita na aprovação da proposta na próxima semana. "O PSDB tinha esquecido de falar com os empresários brasileiros", provocou Rosinha referindo-se à resistência dos tucanos. O relato acredita na possibilidade de aprovação ainda neste ano pelo Congresso do ingresso da Venezuela no Mercosul.   'Papagaio' dos EUA     Em junho passado, Chávez declarara que o Congresso "repetia como um papagaio" o que dizem os congressistas americanos. "Estávamos com um clima maduro para a votação . Mesmo com o desmentido do presidente Chávez, que atribuiu seu deslize a uma intriga da mídia brasileira, suas declarações geraram um mal-estar", afirmou Vieira da Cunha.

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