Empresários paulistas defendem governo estadual

Representantes da indústria paulista apóiam a decisão do governo estadual de contestar na Justiça benefícios tributários concedidos por Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Eles acham que o acirramento da guerra fiscal mostra a urgência da reforma tributária. "A decisão do governo paulista é em legítima defesa", diz Bóris Tabacof, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). "O governo está agindo corretamente", afirma Roberto Jeha, também vice-presidente da Fiesp. A diretora-titular do Departamento de Economia e Pesquisa da Fiesp, Clarice Messer, acrescenta que a decisão sobre a suspensão dos incentivos fiscais do Paraná deve ter mais influência política do que econômica e não vai colaborar para que as empresas que deixaram São Paulo voltem para o Estado. "Há outros fatores como mão-de-obra, logística e mercado que interferem bastante em decisões como essas." O diretor da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq) Sérgio Magalhães reforça que, enquanto o governo "não tomar as rédeas da questão tributária", a guerra fiscal não vai acabar: "O Paraná, ou qualquer outro Estado, acabará encontrando outra brecha legal."

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