Empresários e políticos cearenses querem mais verbas da Adene

Empresários e políticos cearenses querem ampliar as verbas da Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene), criada em substituição da Sudene. Liderados pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), os empresários organizaram uma comissão para acompanhar a Medida Provisória (MP) 2.146, reeditada segunda-feira, que extingue a Sudene e a Sudam. Eles tentam modificar a MP antes que ela seja transformada em Lei.O grupo pede recursos extra-orçamentários, a continuidade dos projetos regulares da Sudene e que os recursos permaneçam sendo adminstrados pelo Banco do Nordeste (BN). "Se esse gerenciamento for tirado do BN, haverá o enfraquecimento do banco e mais tarde estaremos discutindo também a sua extinção", argumenta o superintendente da Bolsa de Valores Regional (BVRg), Raimundo Padilha.Estudo feito pelo empresário e economista cearense Francisco Lima Matos e pelo ex-deputado federal Firmo de Castro mostra uma necessidade de investimentos públicos anuais no Nordeste de R$ 7 bilhões a R$ 10 bilhões em estrutura hídrica, energética e turística. Lima Matos afirma que a transferência de verbas federais para a região vem sendo reduzida. Hoje o deputado José Pimentel (PT-CE) dará entrada, na Câmara, com uma emenda substitutiva da MP, propondo a manutenção da Sudene e da Sudam, a criação de um conselho deliberativo tripartite (governo, empresários e trabalhadores) e uma gestão profissional do órgão com mandato definido.

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