Empresário paraibano assume vaga de Maranhão no Senado

Maranhão assumiu governo da Paraíba na quarta-feira, após cassação por abuso de poder de Cássio Cunha Lima

Agência Brasil

19 de fevereiro de 2009 | 13h01

O empresário paraibano Roberto Cavalcanti Ribeiro (PRB-PB) já assumiu a vaga de José Maranhão (PMDB) no Senado. Como ele já havia substituído Maranhão durante a campanha eleitoral de 2006, não foi necessário cerimônia de posse, apenas entrega de alguns documentos à Secretaria-Geral da Mesa.   O senador José Maranhão assumiu o governo da Paraíba em substituição a Cássio Cunha Lima (PSDB). O tucano teve sua cassação (bem como a do seu vice-governador) confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2006, quando teria se valido de promoção pessoal na distribuição de recursos por meio de um programa assistencial .   Veja Também: Saiba quem são Cunha Lima e José Maranhão Entenda o caso e veja outros governadores na mira do TSE   Em caso de cassação, o 2º colocado deve assumir ou a Justiça deve convocar novas eleições? Defesa de Cunha Lima recorre ao TSE e ao STF contra cassação Senador renuncia para assumir PB; Assembleia recorre ao STF TSE confirma cassação de Cunha Lima, que vai até último recurso Vice recorre ao TSE para ficar no cargo na Paraíba  TV Estadão: 'Minha cassação é um erro jurídico, diz Cunha Lima'   Nesta tarde, ele deve fazer o primeiro discurso em plenário como senador nesta legislatura.   A cassação de Cássio Cunha Lima e a posse de José Maranhão já estão sendo questionadas no Supremo Tribunal Federal. O PSDB e também a Assembléia Legislativa da Paraíba já protocolaram ações questionando a decisão do Tribunal Superior Eleitoral. Eles alegam que, confirmada a cassação de Cunha Lima, uma nova eleição deveria ser feita no estado.     ProcessosEm um dos processos que correm contra Maranhão, ele é acusado de ter se beneficiado de esquema de troca de votos por cargos em uma prefeitura de um político aliado. Em outro, ele seria beneficiário de um esquema de distribuição de 50 mil camisetas para angariar votos, o que é vedado pela legislação.Em ambos os casos, o Tribunal Regional Eleitora da Paraíba julgou as acusações improcedentes, mas os autores das denúncias apresentaram recurso ao TSE. Um terceiro processo contra Maranhão diz respeito à campanha ao Senado, de 2002, em que ele é acusado de, como governador do Estado, ter usado a máquina pública para angaria votos. Mas, como ele deixou o Senado, seu suplente Roberto Cavalcanti (PMDB-PE) passa a ser alvo do processo e pode perder o cargo, caso o TSE entenda a ação como procedente. var keywords = "";   Texto atualizado às 15h20

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