Empresário nega ter sido beneficiado

O empresário João Renato de Vasconcelos Pinheiro, sócio majoritário do Grupo Officio, nega que tenha sido beneficiado tanto em Santo André, na Grande São Paulo, como em São Paulo e afirma que, na capital, teve prejuízos nos seis primeiros meses de trabalho com contratos emergenciais."Fomos vítimas porque o preço que oferecemos nos primeiros contratos era baseado numa metragem de serviço que não era correta", disse hoje Pinheiro. "Chegamos a pedir revisão e até a recisão amigável do acordo, mas não fomos atendidos."Ele afirma não temer qualquer reação do Ministério Público Estadual (MPE), como ocorreu em Santo André, por causa dos contratos na capital. "O Ministério Público pode entrar com ação, fazer o que quiser porque não terá nenhuma base para isso", disse. "Não vou deixar de oferecer meus preços porque os promotores estão de olho", completou.O empresário disse que, em Santo André, foram firmados muitos contratos de emergência porque eles não tinham a duração de seis meses, como acontece de praxe. "Aí, não conseguiam concluir a licitação e tinham de fazer emergência de novo."Ele afirmou que seus negócios "são formais" e, no caso de Santo André, teve mais facilidade para ganhar as emergências porque prestava os serviços de vigilância anteriormente, com contratos licitados.LalauSegundo Pinheiro, o Grupo Officio trabalhou em outras administrações, o que demosntra que não está ligado ao PT. "Não sou petista. O PT, inclusive, parece que me persegue", disse o empresário, referindo-se às dificuldades pelas quais diz que passou no início do contrato em São Paulo."No caso de Santo André, estou parecendo o Lalau, mas sem o bônus e só com o ônus", disse Pinheiro, referindo-se ao juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto, condenado por desviar dinheiro.

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