Empresário nega acusações contra Jader e Priante

O empresário paraense Danny Gutzeit, que responde a inquérito na Polícia Federal por desvio de recursos da Sudam, negou hoje ter feito acusações ao presidente licenciado do Senado, Jader Barbalho, e ao deputado federal José Priante, durante seu depoimento prestado à Polícia Federal em Altamira, no último dia 28. Para provar o que diz, Danny exibiu uma cópia do seu depoimento prestado ao delegado Luiz Pontel de Souza. No trecho em que é indagado sobre qual a participação de Jader e Priante nos fatos investigados, o empresário disse que nada sabia sobre as atividades pessoais ou comerciais dos dois políticos.Segundo Danny, as empresas Propamar e Propanorte, foram por ele montadas com a finalidade de obter financiamento da extinta Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) para o cultivo de açaí, cupuaçu e dendê. O escritório responsável pelos dois projetos era o AME, de Maria Auxiliadora Barra Martins.O endereço da Propamar em Altamira, de acordo com Danny, estava localizado em um terreno baldio, apenas murado e sem nenhum construção edificada. Do total de R$ 11 milhões, o empresário disse que recebeu R$ 2,9 milhões para implantar os dois projetos. "Paguei 7% da parcela para Maria Auxiliadora".Em nota assinada, o delegado Hélbio Dias Leite, responsável pelas investigações sobre a Sudam, afirma que os depoimentos de Danny e de outros envolvidos estão sob "sigilo". Ele negou ter prestado informações à imprensa sobre o conteúdo dos depoimentos.

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