Empresário não tem mais medo da oposição, diretor do Ceal

O empresariado brasileiro não teme mais uma eventual vitória da esquerda na sucessão presidencial de 2002. "Esse tipo de rotulação (de que os empresários têm temem um triunfo da oposição) já está ficando démodé", afirmou o diretor-executivo do Conselho de Empresários da América Latina (Ceal), Alberto Pfeifer.Pfeifer disse ainda que o País "mudou muito" desde 1989, quando empresários davam declarações como a do ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) Mário Amato. Na época, Amato afirmou que, se o presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, fosse eleito presidente, "800 mil empresários deixariam o Brasil".Para o diretor-executivo do Ceal, "o empresariado considera a agenda social da esquerda semelhante à dos empresários". "Já passou 1989 faz tempo. Estávamos na época pré-muro de Berlim. O mundo mudou muito e toda a sociedade brasileira aprendeu", afirmou.Na opinião de Pfeifer, "seja qual for o partido do futuro presidente do País", ele precisará estabelecer "uma boa conversa com o Congresso, com os governos estaduais e com os municípios"."Você pode ter um governo mais de esquerda ou mais de direita; o que importa é que o País tem conseguido estabelecer uma agenda de reformas e caminhar no sentido positivo", afirmou.Ele acrescentou que o empresariado considera "muito difícil" que, com uma vitória da oposição, seja feita uma "reversão no modelo econômico e político". Segundo Pfeifer, "a conversa com a prefeita indicou que uma vitória petista não representa essa reversão".O diretor-executivo reuniu-se hoje com a prefeita da capital paulista, Marta Suplicy (PT), e outros empresários, entre eles, o presidente da Telefônica, Fernando Xavier, e a herdeira do banco Itaú e presidente do Museu de Arte Moderna (MAM), Milu Vilela.

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