Empresário investigado por Operação Sevandija é encontrado morto em Ribeirão Preto

Polícia Civil afirmou que Marcelo Plastino se matou com um tiro na cabeça

Gustavo Porto, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2016 | 15h06

Ribeirão Preto – O empresário Marcelo Plastino, um dos investigados pela Operação Sevandija da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público (MP), foi encontrado morto em seu apartamento na noite desta sexta-feira, 25, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, que investiga o caso, Plastino se matou com um tiro da cabeça, cumprindo assim as ameaças que iria se suicidar e eram feitas, de acordo com testemunhas, desde que deixou a cadeia, no início de outubro.

Plastino era proprietário da Atomosphera, empresa utilizada por políticos em um esquema de contratação irregular de funcionários públicos para trabalharem na prefeitura local por meio de um acordo feito com a Companhia de Desenvolvimento de Ribeirão Preto (Coderp). Ele foi preso no início de setembro, quando a Operação Sevandija foi deflagrada. A ação contou com a detenção de outros políticos e o afastamento de nove vereadores da Câmara local, todos investigados por terem utilizado a Atmosphera para emplacar apadrinhados no governo da prefeita Dárcy Vera (PSD).

O esquema, considerado o maior da história da cidade do interior paulista,  é um dos investigados pela operação da PF e do MP que aponta o desvio de ao menos R$ 203 milhões da prefeitura local. Plastino estava solto após obter um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo a Polícia Civil, a namorada do empresário, Alexandra Martins chamou um médico e um advogado de Plastino após ele se trancar no quarto.  Diante da ameaça do empresário e de ele não ter respondido aos chamados, o Corpo de Bombeiros também foi acionado, a porta foi arrombada e ele foi encontrado morto em uma banheira. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) e, ainda segundo a polícia, a arma utilizada por Plastino não estava registrada.

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