Empresário é ouvido pela Operação Plateia da PF

Marcelo Reis Perillo vai prestar esclarecimentos em investigação sobre desvios de dinheiro público no governo de Rondônia

Andreza Matais, O Estado de S. Paulo

20 de novembro de 2014 | 11h46

Texto corrigido às 16h31

BRASÍLIA - O empresário Marcelo Reis Perillo foi levado pela Polícia Federal, nesta quinta-feira, 20, para prestar depoimento sobre denúncia de participação em esquema de corrupção que teria desviado R$ 57 milhões do governo de Rondônia. Ao contrário do que fora anteriormente informado, o empresário não é irmão do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

A PF cumpriu nesta manhã mandado de condução coercitiva contra ele. Após o depoimento, ele será liberado. A PF também fez busca e apreensão na casa dele em Goiânia. Marcelo Perillo é sócio numa indústria farmacêutica envolvida no esquema de desvio de dinheiro que teria alimentado campanhas políticas do PMDB em Rondônia.

Em nota, o governo do Estado informou que não há relação de parentesco próxima entre o empresário e o governador. "O governador do Estado de Goiás, Marconi Perillo, não é irmão do empresário Marcelo Reis Perillo, citado em investigação da Polícia Federal. Apesar do sobrenome em comum, não há relação de parentesco próxima entre eles."

O governador do Estado, Confúcio Moura (PMDB), e o ex-senador e dirigente do PSDB, Expedito Junior (RO), estão entre os investigados. Os dois foram alvos de mandados de condução coercitiva. A ação da PF ocorre dentro da Operação Plateias, que desarticulou organização criminosa formada por lobistas e agentes públicos responsáveis por desvio de verbas públicas e direcionamento de licitações.

A investigação, iniciada em 2012, apurou que empresas interessadas em participar nos processos licitatórios no Estado precisavam doar financeiramente, formal ou informalmente, para campanhas eleitorais. As licitações eram direcionadas para serem vencidas por empresas do esquema. Foi criado até um "fundo da propina", que chegava a movimentar R$ 2 milhões por mês. Os contratos corrompidos ocorreram em secretarias da Saúde e Justiça, entre outras, e superam R$ 290 milhões.

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