Empresário confirma participação de Renan em negociações

Luiz Barreto conversou com Romeu Tuma nesta sexta, mas não apresentou provas sobre 'sociedade secreta'

Ricardo Rodrigues, do Estadão

17 de agosto de 2007 | 13h40

O empresário Luiz Carlos Barreto disse na manhã desta sexta-feira, 17, , ao corregedor do Senado, senador Romeu Tuma (DEM), que o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), teria intermediado a compra de duas rádios e um jornal, numa negociação secreta com o usineiro e ex-deputado federal João Lyra, conforme denúncia da revista Veja.  Veja também: Em carta, Lyra se defende e ataca caráter de Renan Em nota, Renan rebate acusações de suposto sócioCronologia do caso Renan    Denúncias contra Renan abrem três frentes de investigação Veja especial sobre o caso Renan  "O empresário confirmou a presença de Renan na intermediação do negócio, mas não apresentou prova de participação do senador alagoano na suposta sociedade secreta", destacou.  Segundo o corregedor, o empresário não pôde passar detalhes a respeito da venda já que não teria participado ativamente da negociação. "O Luiz Carlos disse que quem estava a frente das negociações era seu sócio, Nazário Pimentel, que deverá ser ouvido em Sergipe, onde reside", destacou Tuma, que vai ouvir também o empresário Tito Uchoa, que é primo e assessor de Renan, em Alagoas. Uchoa foi denunciado por Lyra de ser o "laranja" de Renan na "sociedade secreta". Depoimento de Lyra Na última quinta-feira, o empresário e ex-deputado-federal João Lyra, presidente do PTB em Alagoas, também conversou com o corregedor do Senado confirmou as denúncias que fez contra Renan em entrevista à revista Veja. Para Tuma, a confirmação da denúncia da Veja por Lyra, agora consubstanciada dos recibos e demais documentos referentes à compra dos veículos de comunicação, agrava ainda mais a situação de Renan. Lyra acusa Renan de ter participado com ele de uma "sociedade secreta" para a compra de duas emissoras de rádio e de um jornal, em Maceió. Os veículos de comunicação teriam sido comprados pelos dois dos empresários Nazário Pimentel e Luiz Carlos Barreto, por R$ 1,3 milhão. Segundo Lyra, ele teria entrado com R$ 650 mil e Renan com a outra metade.Lyra não quis conceder entrevista, mas o senador Romeu Tuma fez um balaço da audiência. Segundo ele, João Lyra não só confirmou as denúncias como apresentou documentos, mas nenhum com a assinatura de Renan. Todos os recibos comprovando a suposta sociedade secreta foram assinados por Tito Uchoa, que é primo e assessor de Renan.O senador Renan Calheiros já responde a mais dois processos na Corregedoria do Senado, um em que é acusado de recebido ajuda de um lobista da Mendes Júnior para pagar despesas pessoais e outro sobre a venda superfaturada de uma fábrica de refrigerantes em Murici, cidade natal de Renan, em Alagoas, para o Grupo Schincariol.var keywords = "";  

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