Empresário chinês é preso ao subornar presidente da CPI da Pirataria

A Polícia Federal prendeu em São Paulo o empresário chinês Law Kin Chong e seu advogado, Pedro Lindolfo, por corrupção ativa, tráfico de influência, formação de quadrilha e impedimento do funcionamento de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Segundo nota do gabinete do deputado Medeiros (PL-SP), presidente da CPI daPirataria, o empresário e o advogado ofereceram ao deputado R$ 1,5 milhão para que fosse excluído o nome do empresário do relatório da CPI.Medeiros informou que "há cerca de um mês e meio, através de ligações telefônicas, o comerciante chinês, por meio do seu advogado, vem oferecendo a mencionada quantia a ele". Ainda de acordo com o parlamentar, desde aquela época as conversasforam monitoradas pela Polícia Federal. Ele informou, ainda, que com o objetivo de materializar o crime, combinou com o advogado opagamento do dinheiro para não citar o chinês no relatório da CPI.A prisão do advogado foi feita no escritório do deputado, quando ele levava a primeira parcela da propina combinada, US$ 75 mil em espécie. Chong foi preso na Avenida Prestes Maia, no centro de São Paulo.O empresário chinês está sendo investigado pela CPI da Pirataria da Câmara dos Deputados, onde prestou depoimento uma vez em Brasília e outra em São Paulo. Ele é acusado de contrabando e pirataria de produtos industrializados.Na quinta-feira, o relator da CPI, deputado Josias Quintal (PMDB-RJ), apresentará seus parecer aos membros da CPI. No parecer, o empresário Law Chong é acusado de fazer contrabando e pirataria de produtos industrializados.

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