Empresário admite encontro com ex-assessor de Renan

Pedro Abraão diz que esteve com Escórcio em Goiânia, mas nega conversa sobre esquema de espionagem

ANA PAULA SCINOCCA, Agencia Estado

18 de outubro de 2007 | 17h52

Em depoimento sigiloso à Corregedoria do Senado, o empresário Pedro Abraão confirmou ter se encontrado em Goiânia com Francisco Escórcio, ex-assessor especial do presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele negou, porém, que o encontro tenha ocorrido para tratar de espionagem contra os senadores Demostenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO).  Veja Também:  Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  Acusado em espionagem, assessor de Renan é demitido   A acusação rendeu a Renan o quinto processo no Conselho de Ética da Casa por quebra de decoro parlamentar. Escórcio também foi afastado do Senado. Tomado em Goiânia, na noite de terça-feira, o depoimento vai na contramão da versão que teria sido apresentada por Abraão a Demostenes. Ao senador, o empresário, que é dono de um hangar de táxi aéreo no Aeroporto de Goiânia, havia confirmado que Escórcio o procurou em seu hangar para pedir que fotografasse os dois senadores de oposição embarcando em jatinhos particulares. O objetivo seria chantagear os senadores para que votassem a favor de Renan.No depoimento ao corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), o empresário disse que foi ao escritório do advogado Eli Dourado, onde estava Escórcio. Segundo ele, Eli e Escórcio teriam mencionado seu nome e que ele estava 60 quilos mais magro. Daí a razão de o advogado tê-lo chamado para ir ao encontro deles. No mesmo depoimento, Abraão tentou ligar Escórcio à família Sarney, e não a Renan. "O que eu sei é que o Escórcio é ligado ao Sarney. Ele é do Maranhão", afirmou o empresário no depoimento a Tuma. Sexta representação O PSOL entrou com a sexta representação  contra o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB), às 14h30, nesta quinta-feira, 18. "Protocolamos a representação na Mesa Diretora do Senado nesta tarde",confirmou o advogado e assessor da liderança do partido ao estadão.com.br. O PSOL é autor de quatro das cinco representações contra Renan que estão no Conselho de Ética.     A sexta denúncia teve origem em reportagem do Estado, publicada no último domingo. De acordo com a reportagem, Renan teria feito uma emenda orçamentária, em 2004, no valor de R$ 280 mil para a execução de obras feitas por uma empresa fantasma.   

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