João Sal
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Empresária que organizou evento no qual Temer fez declaração polêmica se afasta de grupo pró-impeachment

Após organizar evento com presença de vice, Rosangela Lyra deixou grupo Acorda Brasil, que cobra reforma do sistema político e saída de Dilma do cargo

Fábio Rossini - Especial para O Estado de S. Paulo, O Estado de S. Paulo

29 de setembro de 2015 | 21h43

A empresária Rosangela Lyra comunicou nesta terça-feira, 29, a sua saída do Acorda Brasil, movimento que defende a reforma completa do sistema político e o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

"A minha saída é em função da coleta de assinaturas (para projeto contra a corrupção) e do Política Viva, meu movimento de conscientização política. Agora a minha missão é acelerar esse processo de coleta. As pessoas acham que a corrupção está só em Brasília, mas está em todo o Brasil. A minha bandeira não é do impeachment. É de transformação do Brasil. Prefiro estar associada ao combate a corrupção", explicou.

Em setembro, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) participou do projeto Política Viva, um encontro em São Paulo com empresários e ativistas promovido pela empresária. Na ocasião, o peemedebista comentou a baixa popularidade de Dilma, aumentando a crise política. “Se continuar assim, vou dizer a você, com 7%, 8% de popularidade, fica difícil passar três anos e meio”, disse. A presença de Temer em evento organizado por defensores do impeachment de Dilma estimulou teses de que ele conspirava contra a presidente.

A empresária diz que é contrária ao impeachment e que já convidou nomes do PT para participar dos encontros, mas que não obteve resposta. "O Política Viva é apartidário, fiquei meses convidando políticos do PT, mas eles me enrolam. O espaço é para debater ideias com todos", afirma.

Sua meta a partir de agora, diz ela, é ajudar a coletar 1,5 milhão de assinaturas para enviar projetos de lei ao Congresso de combate à corrupção de iniciativa de integrantes do Ministério Público que fazem parte da força-tarefa da Operação Lava Jato. 

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