Empresa monta 'puxadinho' em sala do Senado

Fornecedora de mão de obra contratada pelo Senado, a Plansul Planejamento e Consultoria transformou uma área do Congresso em "puxadinho" da empresa em Brasília. A Plansul ocupa de graça uma área de 23 metros quadrados, dentro do Senado, para negócios próprios. Lá deveria funcionar um posto de serviço para atender os terceirizados.

AE, Agência Estado

16 de março de 2011 | 11h02

É de lá que a Plansul gerencia não só os três contratos com o Senado, de cerca de R$ 35 milhões ao ano, mas os que mantém com órgãos como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Câmara dos Deputados.

No site da Plansul aparecem informações sobre a matriz, em Florianópolis, e oito subsedes. Em Brasília, em vez do endereço, como nas outras localidades, aparece a indicação "escritório no DF", o nome do responsável, Paulo Machado Júnior, um celular e um telefone do Senado.

A empresa foi autorizada a se instalar no local por ato da Mesa Diretora de 2002. As despesas de luz e água são bancadas com dinheiro público. Ela paga valores simbólicos pelos pontos de telefone e do computador .

Paulo Machado Júnior informou que a empresa não tem outro escritório em Brasília. Depois se corrigiu, dizendo que tem, mas caberia à matriz informar a localização. Sobre o uso do telefone do Senado, disse que se trata de uma facilidade. "Como fico mais tempo no Senado, me encontram ali, é mais uma referência." Na matriz da Plansul, o assessor comercial, Silvio Prado Júnior, disse que está "por fora" da situação da empresa em Brasília.

Informado pela reportagem, o primeiro-secretário, senador Cícero Lucena (PSDB-PB), exigiu a retirada do telefone do Senado no site da Plansul e deve restringir o acesso a ligações, além de mandar investigar o caso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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