Empresa investigada na Lava Jato negocia acordo de leniência

A Toyo Setal Empreendimentos, que atua em estaleiros, negocia os termos finais de um acordo de cooperação na Operação Lava Jato. É a primeira empresa citada na investigação sobre corrupção na Petrobrás que se dispõe a colaborar com a Justiça e o Ministério Público Federal. A cooperação pode livrá-la de sanções e do carimbo da inidoneidade que a exclui do mercado.

O Estado de S.Paulo

02 de novembro de 2014 | 02h01

Simultaneamente, um dos executivos da companhia decidiu fazer delação premiada - será a quarta delação na Lava Jato. A leniência da Toyo e a delação de seu dirigente põem em estado de alerta as maiores empreiteiras do País, que buscam um acordo de leniência com a Procuradoria-Geral da República.

Segundo o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, empreiteiras formaram um cartel que se apoderou dos maiores contratos da estatal no período em que ele ocupou o cargo (2004-2012). A Toyo Setal estaria entre elas. Costa foi o primeiro a fazer delação, seguido do doleiro Alberto Youssef e do empresário Julio Camargo, que agia em nome da Toyo.

O passo decisivo para a Toyo fazer a cooperação foi dado anteontem, quando o criminalista Antônio Sérgio de Moraes Pitombo protocolou na Justiça Federal em Curitiba - onde estão em curso 12 ações penais da Lava Jato - petição em que substabelece três procurações para a criminalista Beatriz Catta Preta. "Eles (a empresa e o dirigente) entenderam que o caminho deve ser outro (o da delação)", declarou Pitombo. Nem a Toyo nem Beatriz Catta Preta se manifestaram. / FAUSTO MACEDO e RICARDO BRANDT

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