Empresa de Palocci alega que contratos são confidenciais

A consultoria Projeto, empresa do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, divulgou nesta sexta-feira uma nota alegando que em todos os contratos firmados com os clientes há uma cláusula de confidencialidade que impede a divulgação de informações das partes.

REUTERS

20 de maio de 2011 | 17h26

A divulgação da lista de clientes é uma das reivindicações da oposição no Congresso. O ministro está sendo pressionado por parlamentares da oposição a esclarecer o crescimento de seu patrimônio depois que uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo revelou, no domingo, que um aumento de 20 vezes em quatro anos.

Os parlamentares querem saber se as empresas que contrataram a Projeto tiveram alguma vantagem no governo, o que poderia configurar a prática de tráfico de influência.

"Esta cláusula inclui confidencialidade sobre itens como informações técnicas, financeiras ou comerciais, modelos, nomes de clientes de fato ou potenciais, propostas, projetos, relatórios, planejamento, fatos, ou métodos operacionais", diz a nota.

A empresa também rebate as informações publicadas nesta sexta pelo jornal Folha de S. Paulo, informando que o faturamento da Projeto em 2010 foi de aproximadamente 20 milhões de reais. "A Projeto não confirma os valores divulgados hoje pela imprensa", diz a texto enviado pela assessoria da consultoria.

"O faturamento da empresa foi maior em 2010, seu último ano de operação como consultoria, por duas razões: o natural crescimento do volume de contratos ano a ano e as negociações decorrentes do fim de suas atividades de consultoria, que implicaram quitação antecipada pelos serviços prestados após acordo com os clientes", explicou a Projeto.

A consultoria trabalhava na área econômico-financeira, segundo informou o ministro em nota, e no final do ano passado teve sua definição contratual modificada, tornando-se uma empresa de administração de imóveis. O ministro registrou seus imóveis na empresa.

Palocci afirmou, em notas divulgadas no domingo e na segunda-feira, que seu aumento patrimonial está detalhado na declaração de Imposto de Renda e que a consultoria Projeto prestou serviços a clientes da iniciativa privada, "tendo recolhido sobre a remuneração todos os tributos devidos".

(Por Jeferson Ribeiro)

Mais conteúdo sobre:
POLITICANOTACONSULTORIA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.