Empresa de Buratti tem endereço frio

O vice-presidente executivo do Grupo Leão e Leão, Rogério Tadeu Buratti, suspeito de negociar uma propina de R$ 6 milhões para intermediar a renovação do contrato da companhia americana Gtech com a Caixa Econômica Federal, teria usado uma empresa com endereço frio na transação. Segundo fontes da Polícia Federal, teria sido encontrado um contrato nesse valor entre a Gtech e a BBS Consultores Associados Ltda.De acordo com o cadastro da BBS na Receita Federal e na Junta Comercial, a empresa tem como proprietários Buratti e sua mulher, Elza, e funciona numa casa de um conjunto habitacional em Jardinópolis, a 20 km de Ribeirão Preto. No local, no entanto, a Agência Estado encontrou um lote vago, pertencente ao sargento Carlos Alberto Carneiro, do Corpo de Bombeiros, que mora numa casa ao lado. Carneiro comprou o terreno em outubro do auxiliar de escritório Fábio José Ferreira Pinto, que também não teria nenhuma relação com Buratti.A assessoria de imprensa da GTech procurou a Agência Estado para informar que não existe qualquer contrato entre ela e a empresa BBS Consultores Associados Ltda.

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