Empreiteiras negociam em caso da Petrobrás, diz jornal

Em troca, eles querem a redução de penas nos processos criminais

CLARISSA THOMÉ, Estadão Conteúdo

13 de setembro de 2014 | 11h57

Representantes de duas empreiteiras que têm contratos com o governo negociam com o Ministério Público Federal (MPF) acordo para detalhar a participação das empresas em desvios de dinheiro da Petrobrás, informa neste sábado, 13, o jornal O Globo. Em troca da colaboração, eles querem a redução de penas nos processos criminais.

Os representantes das empreiteiras propuseram um acordo de leniência, espécie de delação premiada para empresas acusadas de crimes. Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobrás, e ex-funcionários do doleiro Alberto Youssef já colaboram com as investigações, a fim de reduzirem suas penas ou ganharem imunidade.

Para terem os benefícios do acordo de leniência, os representantes das empreiteiras precisam confessar os crimes cometidos, detalhar o esquema de desvio de dinheiro, pagar multas proporcionais aos danos aos cofres públicos, e se comprometer a não cometer novos delitos.

Recentemente, um acordo de leniência assinado pela Siemens trouxe à tona detalhes sobre a formação de cartel formado para superfaturar contratos das linhas de trens e metrô de São Paulo. Trinta executivos de 12 empresas foram denunciados à Justiça em março deste ano.

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