Empreiteira pagou propinas para PT e PMDB, diz PF

Relatório produzido durante Operação Castelo de Areia indica suposto pagamento de R$ 2,9 mi para partidos

estadao.com.br,

22 de janeiro de 2010 | 12h53

A empreiteira Camargo Côrrea acertou o pagamento de propina de pelo menos R$ 2,9 milhões ao PT e ao PMDB referentes à obra de eclusão da Tucuruí, afirma um relatório da Polícia Federal produzido durante a Operação Castelo de Areia.

 

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Segundo antecipou a reportagem do jornal Folha de S. Paulo, os supostos beneficiários do esquema seriam aliados do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), próximos ao Ministério de Minas e Energia. Os supostos pagamentos aparecem em documentos digitalizado que foram apreendidos com Pietro Bianchi, um dos três diretores da construtora que são alvo de ações judiciais.

 

A Camargo Côrrea informou nesta quinta-feira, que não irá se manifestar sobre os documentos. Na semana passada, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu a Operação Castelo de Areia depois que a defesa da empresa questionou a legalidade das provas.

 

Em resposta à divulgação do relatório da PF, o presidente do Senado divulgou uma nota na qual qualifica como o envolvimento do seu nome na Operação Castelo de Areia como um "insulto" e afirma que o objetivo da acusação é criar um escândalo. "Essa é uma história infame, sem pé nem cabeça, que considero um insulto enviado aos jornais com a intenção de atingir minha honra e criar escândalo", afirmou o senador.

 

A Operação Castelo de Areia, que investiga um suposto esquema de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo executivos da Construtora Camargo Corrêa, foi suspensa por um decreto emitido no dia 14 de janeiro pelo ministro Cesar Asfor Rocha, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Asfor acolheu os argumentos dos advogados de defesa, que alegaram que a operação foi amparada em delação anônima e secreta, expediente vetado pela Constituição e pela jurisprudência dos tribunais superiores.

 

CORREÇÃO

Título alterado para correção. Ao contrário do que foi veiculado antes, o PT e o PMDB, e não o PSDB, são citados no relatório da PF

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