Empreiteira não consegue construir projeto de Niemeyer para o TST

O arquiteto Oscar Niemeyer, ainda hoje responsável por projetar os principais edifícios públicos de Brasília, está dando dor de cabeça nos ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Eles tiveram de cancelar o contrato com a OAS para a construção da estrutura da nova sede do TST porque o projeto de Niemeyer, de R$ 4,8 milhões, estava dificultando a execução da obra. Iniciada em 1997, a obra tem 100 mil metros quadrados e está orçada em R$ 106 milhões.Nos próximos dois ou três meses, o escritório do arquiteto readequará o projeto, retirando uma laje de difícil edificação, o que facilitará a construção e ainda reduzirá os custos, pois representará uma economia de cerca de 15%, segundo o presidente do TST, Francisco Fausto.Após a apresentação do projeto reajustado, o TST realizará uma nova licitação para a escolha da empresa que concluirá a construção. O motivo da nova concorrência é que na primeira várias empresas foram desclassificadas porque admitiram que não conseguiriam executar o projeto original.Até o final do ano passado, o TST tinha gasto R$ 25,8 milhões com terraplenagem, fundações e estruturas. A primeira paralisação da obra ocorreu em 2000. A construção ficou parada por quase todo o ano por falta de dinheiro. O problema para execução do projeto foi detectado no final da gestão de Almir Pazzianotto no TST. O Banco do Brasil foi contratado para dar um parecer ao tribunal e sugeriu a readequação do projeto. ?Se o projeto fosse mal executado, o prédio poderia oferecer problemas de segurança?, afirmou Francisco Fausto.O presidente do TST também informou que a liberação pelo governo federal de R$ 9 milhões para a recuperação do prédio da Justiça do Trabalho no Rio de Janeiro, destruído por um incêndio no início do ano, permitirá a continuidade da obra do Fórum Trabalhista de São Paulo. Segundo ele, com a solução do problema no Rio, cerca de R$ 7 milhões serão transferidos para a obra do tribunal paulista.

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