Emprego alto mantém popularidade de Dilma apesar de economia fraca

A avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff se manteve estável nos últimos meses, num quadro em que a população, dados os atuais níveis de emprego e renda, não sente o fraco desempenho da economia e parece não ter sido afetada pelo noticiário sobre corrupção.

Reuters

14 de dezembro de 2012 | 13h35

Pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira mostrou que a avaliação ótima e boa do governo seguiu em 62 por cento em dezembro, enquanto sua aprovação pessoal variou de 77 por cento, em setembro, para 78 por cento em dezembro, o maior percentual já verificada desde o início de seu mandato, mostrou a pesquisa feita pelo Ibope sob encomenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

"O baixo desempenho da economia ainda não chegou plenamente na população. A taxa de desemprego continua muito baixa, a renda continua subindo em termos reais", avaliou o gerente-executivo de pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, citando o anúncio das medidas do governo para reduzir as tarifas de energia como um dos fatores que também podem ter contribuído para a aprovação.

"A crise ainda não chegou completamente na população. A avaliação do lado econômico ainda é satisfatória e de certa forma positiva."

CORRUPÇÃO

Segundo Fonseca, as recentes notícias sobre corrupção --em especial sobre a operação Porto Seguro, da Polícia Federal, que investiga venda de pareceres fraudulentos e envolveu funcionários do Executivo--, não tiveram impacto negativo na avaliação do governo ou da presidente.

"Aparentemente não interferiu. Ou pode ter interferido pela ação rápida do governo, na Porto Seguro, na demissão das pessoas envolvidas", disse a jornalistas.

De acordo com a pesquisa, 29 por cento veem o governo como regular, mesmo patamar de setembro. O percentual dos que classificam o governo como péssimo ou ruim também não teve alterações, ficando em 7 por cento.

Na comparação com Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma está se saindo melhor em relação ao primeiro mandato do ex-presidente. Em novembro de 2004, quando ele se aproximava de completar 2 anos de governo, a avaliação ótima e boa era de 41 por cento. Mas quando comparado com o segundo mandato, Lula leva vantagem, já que em dezembro de 2008, a avaliação ótima e boa era de 73 por cento.

O Ibope ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios entre os dias 6 e 9 de dezembro. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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