Cedoc/Jornal do Tocantins - 23/9/2010
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Empatados nas pesquisas, candidatos trocam acusações

Ex-governador Siqueira Campos (PSDB) disputa o cargo com o atual, Carlos Gaguim (PMDB), acusado de fraude milionária

Carol Pires,

26 de setembro de 2010 | 21h14

Empatados nas pesquisas de intenção de voto, o ex-governador Siqueira Campos (PSDB) e o atual governador Carlos Gaguim (PMDB) chegam à última semana de campanha eleitoral em guerra de acusações, que culminou ontem com a censura imposta a 84 veículos de comunicação.

Com o apoio da presidenciável do PT, Dilma Rousseff, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ainda de 100 dos 139 prefeitos da região, Carlos Gaguim é investigado pelo Ministério Público de São Paulo por envolvimento num esquema de fraude em licitações e desvios de estimados R$ 615 milhões, segundo vinha noticiando o Estado. O governador acusa a imprensa de favorecer Siqueira Campos.

Gaguim foi eleito pelo voto de 22 dos 24 deputados da Assembleia Legislativa, depois que o governador Marcelo Miranda (PMDB) foi cassado por irregularidades no processo eleitoral pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Miranda hoje é candidato ao Senado pela chapa de Gaguim, em cuja coligação estão, além do PMDB, o PT, o PP e o PC do B.

 

 

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No pedido de mordaça à imprensa, para evitar que informações sobre as investigações cheguem ao conhecimento dos eleitores, os advogados de Gaguim afirmam que "houve favorecimento, através dos meios de comunicação social, ao candidato José Wilson Siqueira Campos, constituindo, pois, uso indevido dos meios de comunicação".

Apesar de pedir censura aos órgãos de imprensa, o advogado Sérgio do Vale da coligação do governador, diz que "defende a liberdade de imprensa".

A senadora Kátia Abreu (DEM), coordenadora da campanha de Siqueira Campos, afirma que Carlos Gaguim partiu para a censura aos meios de comunicação por desespero. "A máscara dele caiu. E essas denúncias publicadas na imprensa são apenas um pedaço do filão de irregularidades no qual ele está envolvido." Ela põe sob suspeição o desembargador Liberato Póvoa, que acolheu o pedido de censura.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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