Christian Hartmann/Reuters (20/2/2020)
Christian Hartmann/Reuters (20/2/2020)

Presidenciáveis saúdam Macron por reeleição; Bolsonaro segue calado

Enquanto Jair Bolsonaro não se manifesta sobre a reeleição de Emmanuel Macron, outros pré-candidatos ao Planalto, como Lula, Ciro Gomes, João Doria e Simone Tebet, parabenizaram nas redes sociais o presidente da França

Davi Medeiros, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2022 | 09h43
Atualizado 25 de abril de 2022 | 18h24

Pré-candidatos à Presidência da República usaram as redes sociais para parabenizar o presidente da França, Emmanuel Macron, por sua reeleição no país europeu. Os presidenciáveis não se limitaram a comemorar a vitória do francês e também celebraram a derrota de Marine Le Pen, candidata que representava a extrema direita no pleito. O presidente Jair Bolsonaro (PL) não se manifestou publicamente sobre o resultado das urnas francesas.  No fim da tarde, em nota, o Ministério das Relações Exteriores cumprimentou o presidente francês.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse esperar que Macron contribua nos desafios globais das “mudanças climáticas, das pandemias, da luta contra a desigualdade e para a construção da paz na Europa”. 

“Torço pelo sucesso do seu governo, pelo progresso das condições de vida do povo francês e pelo desenvolvimento da integração da União Europeia”, publicou o petista. Uma das propostas de Le Pen era diminuir a contribuição da França para o bloco europeu, sendo que ela já defendeu, no passado, a adoção de uma política internacional nos moldes do “Brexit”. Por compartilhar ideais representativos da extrema direita, ela é associada ao presidente Bolsonaro, embora já tenha dado declarações críticas sobre ele.

Ciro Gomes (PDT) foi mais direto em suas restrições a Le Pen. “Ver a extrema direita derrotada será sempre motivo de alegria. Maior alegria ainda será vê-la definhar e o embate democrático se dar com menos polarização e mais qualidade. No Brasil, na França e em todo o planeta”, afirmou.

A senadora Simone Tebet, pré-candidata ao Planalto pelo MDB, disse que o Brasil precisa seguir “o mesmo caminho” que a França e defendeu “a democracia, a moderação e o diálogo”. “Na França, forças democráticas, unidas, venceram. Celebremos, mas sem descanso, pois o vírus que ataca os ideais de liberdade e justiça da democracia ainda ocupa o pulmão e a mente de mais de 40% dos franceses”, publicou. 

O ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) afirmou que o resultado da eleição é uma derrota do extremismo. "A conquista de Macron é a vitória da democracia. É a rejeição ao extremismo. É a conquista do voto pela esperança de um futuro promissor para a nação francesa. Um triunfo do equilíbrio e do compromisso pelo progresso do país, sem radicalismos. Parabéns à França e ao seu povo!", publicou.

O ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB) também comemorou a derrota de Le Pen. “Quando o líder de uma nação importante como a França vence o ódio, prega a conciliação com os derrotados e faz um apelo para o cuidado ao meio ambiente, todas as nações e a democracia ganham. Parabéns à França e a Emmanuel Macron”, escreveu.

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