Emenda pode estabelecer transição na reforma da Previdência

A bancada do PT poderá apresentar uma emenda, com o apoio do governo, para estabelecer um processo de transição na reforma da Previdência. O vice-líder do governo na Câmara, Sigmaringa Seixas (PT-DF), disse que ainda não foi discutida a fórmula da transição, mas a regra terá que ser tocada, afirmou. "O governo tem disposição para negociar, desde que seja respeitado o cerne da reforma", disse Seixas. "O governo não abre mão da taxação dos inativos, mas o piso (de R$ 1.058) pode ser negociado com os governadores", afirmou. Outro ponto considerado inegociável é o fim da integralidade. "O governo não admite pagar a paridade", disse o deputado, referindo-se à igualdade entre salários e aposentadorias dos servidores públicos. Seixas confirmou que as emendas para alterar a reforma da Previdência terão que ser apresentadas por todos os partidos da base aliada, sem emendas individuais. "O PT é um partido que discute muito, mas vai chegar a um acordo", afirmou. A orientação do governo é para evitar a apresentação de emendas individuais. "Todos carregamos o ônus e o bônus da reforma", disse. As emendas serão sistematizadas e negociadas com o governo antes de serem apresentadas à comissão. "Somos o partido do governo, temos o relator (deputado José Pimentel, do PT cearense) e podemos negociar tudo diretamente com o governo", disse o líder do PT na Câmara, Nélson Pellegrino (BA).

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