Emenda da reeleição ainda emperra votações, diz Temer

O presidente do PMDB, Michel Temer, confirmou que o partido continuará obstruindo as votações no Congresso Nacional, mesmo depois da promessa feita pelo governo federal de liberar verbas para as emendas dos parlamentares. "Há também o embaraço da emenda da reeleição, que cria problemas internos na casa", afirmou Temer em entrevista ao Jornal das Dez, da Globo News. "O que a base aliada está pedindo é o cumprimento da lei. Realmente o não cumprimento da lei orçamentária por parte do Executivo tem embaraçado os trabalhos do Legislativo."Temer ressaltou que mesmo que a emenda de reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado venha a ser retirada, o PMDB não modificará a sua posição de sair da base governista. "Não tem nada a ver com a posição partidária, que visa uma reidentificação do PMDB", salientou o líder peemedebista, procurando dissociar essa decisão à questão da emenda da reeleição. Aliás, segundo ele, a posição do partido, se continua ou não com o governo, só será tomada depois da consulta aos diretórios estaduais peemedebistas. Temer foi taxativo: "Num dado momento, nós definiremos os rumos e os destinos do PMDB."Imagem adesistaO presidente do PMDB explicou, ainda, que o partido deve antecipar a discussão sobre o lançamento de uma candidatura própria à Presidência da República para fugir da imagem negativa de um partido adesista. "Não tem sentido você ficar no governo durante três anos e meio, sair seis meses antes e fazer oposição lançando um candidato", referindo-se ao que ocorreu com o próprio partido durante o governo Fernando Henrique. "Por isso que a discussão está se dando agora. Se for o caso de termos candidato, será a partir de agora."

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