Embate sobre reajuste de salário adia recesso parlamentar em MG

Oposição ao governador Antonio Anastasia (PSDB) obstruiu a pauta de votações na Assembleia Legislativa para obrigar o Executivo a negociar com servidores

Marcelo Portela, da Agência Estado

15 de julho de 2011 | 18h16

BELO HORIZONTE - Um embate entre o governo mineiro e várias categorias do funcionalismo estadual adiou o início do recesso parlamentar no Estado. Desde o início da semana, o bloco de oposição ao governador Antonio Anastasia (PSDB) obstruiu a pauta de votações na Assembleia Legislativa para obrigar o Executivo a negociar com profissionais como os servidores da Educação e da Saúde. Somente nesta sexta-feira, 15, após o governo oferecer uma proposta de reajuste ao funcionalismo, os parlamentares votaram uma série de projetos, incluindo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e puderam iniciar o recesso.

 

O imbróglio começou há mais de um mês, quando os servidores da Educação decidiram entrar em greve. Desde então, outras categorias, como policiais civis e funcionários da saúde, também iniciaram movimentos grevistas. Mas os grevistas reclamavam de não haver negociação e os parlamentares da oposição decidiram impedir qualquer votação no plenário da assembleia. "O governo só entendeu depois que as greves não eram fiascos, eram reais. E o movimento de greve estava tomando rumo insustentável. Um movimento radical é ruim para todo mundo. Agora que o governo acordou para isso", disse o líder da minoria na Casa, deputado estadual Antônio Júlio (PMDB).

 

Depois de quatro dias de obstrução da pauta - o recesso era para ter iniciado na quarta-feira, 13 -, a secretária de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, e o secretário da Fazenda, Leonardo Colombini, reuniram-se com representantes do funcionalismo na noite de quinta-feira, 14, e ofereceram reajuste de 10% para os servidores que não tiveram aumento este ano, sendo 5% em outubro deste ano e o restante em abril de 2012. O reajuste também vale para os aposentados, mas a proposta ainda vai ser avaliada pelos trabalhadores.

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