Embaixada pede cuidado com áreas de risco no Suriname

Ataque a brasileiros na véspera do Natal será investigado pelas autoridades surinamesas

Agência Brasil,

29 de dezembro de 2009 | 12h04

Veículos e construções incendiadas em represália pelos surinameses. Foto: Hugo Den Boer/Reuters  

 

BRASÍLIA - A Embaixada do Brasil em Paramaribo, capital do Suriname, orientou os brasileiros que vivem no país para que evitem as áreas de risco e apelou ao governo surinamês para que intensifique as investigações sobre o ataque a brasileiros ocorrido há cinco dias. Das vítimas do atentado da véspera de Natal, uma pode ter o braço amputado em decorrência de um ferimento causado por facão.

 

Veja também:

linkSuriname fala holandês e pratica hinduísmo na América do Sul

linkSituação no Suriname caminha para normalidade, diz Itamaraty

linkSuriname prende 35 suspeitos de confronto com brasileiros

linkBrasileiros contam como escaparam da morte no Suriname

 

Outra preocupação é com denúncias de brasileiros que vivem no Suriname que, durante o ataque, pelo menos 20 mulheres teriam sido estupradas pelos chamados marrons - os quilombolas (descendentes de escravos) surinameses.

 

Na segunda-feira, 28, durante conversa da ministra de Negócios Estrangeiros do Suriname, Ligya Kraag-Keteldijk, o secretário-geral do Itamaraty, Antônio Patriota, apelou para que todas as informações sejam checadas e as providências tomadas. Segundo informações do Itamaraty, Kraag-Keteldijk assegurou que todas as medidas necessárias serão implementadas. Também há informações, ainda não confirmadas oficialmente, de novas ameaças em Tabiki, outra região do país.

 

Na véspera do Natal, cerca de 200 estrangeiros, entre brasileiros e chineses, foram atacados por quilombolas surinameses na região de Albina - a 150 quilômetros de Paramaribo. O local é habitado principalmente por garimpeiros e suas famílias, que não dispõem de documentos legais. O estopim teria sido um suposto crime envolvendo um brasileiro e um marrom.

Tudo o que sabemos sobre:
Surinameembaixadaataque

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.