Em voto separado, oposição quer indiciar Dilma e ministros

CPI adiou relatório para 5ª, após vista; relator petista já adiantou que não pedirá indiciamento de ninguém

Eugênia Lopes, de O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2008 | 16h59

Seis dias depois de terem apresentado um relatório ameno em que não criminalizam nenhum dos envolvidos com o mau uso dos cartões corporativos, os deputados oposicionistas Carlos Sampaio(PSDB-SP) e Índio da Costa(DEM-RJ) anunciaram nesta quarta-feira, 3,  que apresentarão voto em separado pedindo o indiciamento de todos os envolvidos. A presidente da CPI dos Cartões Corporativos, Marisa Serrano (PSDB-MS), marcou para quinta-feira a votação do relatório final, apresentado nesta terça-feira, pelo deputado Luiz Sérgio (PT-RS).   Veja também: Oposição pede vista e relatório da CPI será votado na 5ª Dilma mentiu sobre dossiê, diz presidente da CPI dos Cartões Hoje é o enterro da CPI dos Cartões, diz deputado da base Ouça explicações de Aparecido sobre o dossiê  Ouça assessor tucano confirmando 'amizade quente' com Aparecido  Ouça versão de assessor tucano sobre troca de e-mails  Veja o dossiê com dados do ex-presidente FHC  Entenda a crise dos cartões corporativos  Teste seus conhecimentos: quem diz o que sobre o dossiê    Mesmo admitindo que a oposição não tem maioria na CPI, Sampaio e Índio da Costa disseram, em entrevista, que pretendem pedir o indiciamento da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, de sua assessora, Erenice Guerra, dos ministros Orlando Silva (dos esportes) e Altemir Gregolin (da Pesca), e de Matilde Ribeiro, ex-ministra da Igualdade Racial. "A oposição não deixará a CPI Mista acabar dessa maneira", afirmou Índio da Costa.   Na quarta-feira passada, a oposição apresentou relatório parcial sem criminalizar ou recomendar o indiciamento ao Ministério Público Federal de nenhum dos envolvidos com irregularidades no uso de cartões corporativos. Em 88 páginas, os sub-relatórios dos deputados Carlos Sampaio e Índio da Costa não citaram uma única vez o nome da ministra Dilma Rousseff, e jogaram toda a responsabilidade do dossiê para José Aparecido Nunes Pires, ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil. Surpresos com o relatório ameno, a base aliada do governo na CPI comemorou as conclusões dos dois oposicionistas.   No dia 26, uma segunda-feira, Carlos Sampaio entrou no Ministério Público Federal com representação contra dezesseis integrantes do governo, entre eles a ministra Dilma, sua secretária-executiva e principal assessora, Erenice Guerra e o ex-secretário de Controle da Casa Civil José Aparecido Nunes.

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