Em votação do caso Renan, Senado veta uso de laptops

Na sessão desta quarta, que julgará o mandato de Renan, os parlamentares não podem também usar celulares

11 Setembro 2007 | 16h44

A sessão em que será votado o processo de perda de mandato do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), proíbe equipamentos como gravadores e celulares escondidos. Nesta quarta-feira, 12, os senadores não poderão usar os laptops (computadores portáteis) durante a sessão- que será secreta e comandada pelo primeiro vice-presidente da Casa, Tião Viana (PT-AC).   Nesta terça, Viana definiu com a secretária-geral da Mesa, Cláudia Lira, como serão os procedimentos da sessão.     A sessão:   Será fechada, como manda o regimento interno do Senado (artigo 197). Somente o início da sessão será aberto. Tião Viana pedirá proteção de Deus para o processo de votação e, em seguida, todos os presentes devem se retirar, ficando no plenário apenas os senadores e os advogados das partes (PSOL e Renan Calheiros).   Duração: Normalmente, cada sessão plenária do Senado dura quatro horas e meia, mas pode ser prorrogada.     Quem pode falar:   Senadores: a primeira parte da sessão será de discussões. Cada senador poderá falar dez minutos e a ordem será de acordo com a inscrição. Os relatores, Marisa Serrano (PSDB-MS), Renato Casagrande (PSB-ES) e Almeida Lima (PMDB-SE), podem falar por último, encerrando o prazo de discussões.   Advogados: o advogado de acusação tem a palavra por 15 minutos, prorrogáveis por mais 15. O advogado da defesa, que fala depois, terá o mesmo prazo. Esse tempo poderá ser dividido entre o advogado da defesa, Eduardo Ferrão, e o próprio senador Renan Calheiros.   Quem pode assistir a  sessão:   Depois dos discursos, os advogados também devem deixar o plenário para que comece a votação, por meio do painel eletrônico. O senador Tião Viana proclamará o resultado da votação apenas para os senadores presentes. Em seguida, novamente em sessão aberta, o resultado será, de novo, proclamado, dessa vez, para todos os presentes.   Se o resultado for a cassação:   O vice-presidente do Senado tem cinco dias úteis, a partir da publicação do resultado da sessão, para convocar novas eleições e fazer o preenchimento do cargo de presidente da Casa.     Se Renan renunciar ou pedir licença da presidência, os processo contra ele continuam a tramitar na Casa. Ele pode perder os direitos políticos por 12 anos: os quatro que ainda restam do mandato de senador e mais oito por conta da cassação por quebra de decoro parlamentar.   Processo   Renan responde a processo por quebra de decoro parlamentar. Segundo denúncia, ele teria despesas pessoais pagas por um lobista ligado á construtora Mendes Junior.   Além desta, o presidente do Senado á alvo de mais três acusações: favorecimento à cervejaria Schincariol, dono oculto de duas emissoras de rádio em Alagoas e suposta participação em esquema de propina envolvendo membros do PMDB.   (Com Agência Brasil)

Mais conteúdo sobre:
Caso Renan

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.