Tasso Marcelo/AE
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Em visita ao RJ, Lula pede programas sociais no Alemão

Presidente discursou após viagem experimental no teleférico que integra as favelas do complexo e que entrará em funcionamento em março do ano que vem

Luciana Nunes Leal, RIO DE JANEIRO

21 Dezembro 2010 | 14h21

No último compromisso oficial no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou hoje o Complexo do Alemão e recomendou às autoridades a implementação de programas sociais que complementem a ocupação pelas forças de segurança.

"Não permitam, pelo amor de Deus, que haja retrocesso. Veio polícia, veio UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), agora tem de vir escola, emprego. Quando perceberem que o poder público não é algo distante, iremos pacificar todas as favelas e o Brasil será um novo país", discursou o presidente, depois de fazer uma viagem experimental no teleférico que integra as favelas do complexo e que entrará em funcionamento em março do ano que vem.

Lula conversou com moradores das favelas e ouviu relatos das dificuldades que persistem, como desamparo dos jovens e carência de cursos profissionalizantes, além da precariedade do atendimento nos postos de saúde.

O presidente estava bem humorado durante toda a agenda que cumpriu no Complexo do Alemão. No primeiro discurso, ele lembrou de uma obra que vai visitar na cidade de Osório, no Rio Grande do Sul, e das dificuldades para conclusão de um viaduto por conta do impacto ambiental da obra: "Uma perereca atrapalhou a minha vida. Perereca normalmente não atrapalha, mas a perereca do viaduto de Osório atrapalhou a minha vida meses e meses", disse.

Em outro discurso, através de videoconferência, Lula prometeu voltar à favela da Rocinha depois de deixar o governo, "para tomar um copinho de cerveja", e prometeu também ir à praia de Copacabana. "Se vocês virem um baixinho barrigudo com uma sunga colorida lá, sou eu", disse o presidente. Lula foi cercado pelos moradores do Alemão antes de deixar o complexo e embarcar de volta a Brasília.

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