Em visita a Santa Catarina, Dilma alfineta Serra

'Foram 12 milhões de empregos gerados diante da inexistência disso na gestão anterior', diz pré-candidata à Presidência

Alessandra Leite, da Agência Estado

20 de março de 2010 | 14h24

Recebida em clima de festa pelos petistas catarinenses no final da manhã deste sábado, 20, a ministra da Casa Civil e pré-candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, alfinetou o adversário, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), enumerando "benefícios" do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como o programa "Bolsa Família", o "Minha Casa, Minha Vida" e os "milhões de empregos gerados no período".

 

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Dilma fez a declaração ao ser questionada sobre as comparações feitas entre ela e o pré-candidato tucano ao Planalto. "Não costumo me manifestar sobre comparações. Principalmente em relação ao Serra. Não é só o projeto de governo que vai ser comparado. Nós podemos dizer o que fizemos. Temos capacidade de fazer o futuro. Foram 12 milhões de empregos gerados diante da inexistência disso na gestão anterior", ressaltou.

 

A ministra da Casa Civil participa neste sábado do 4º Congresso Estadual do PT em Santa Catarina, onde anunciou, no começo da tarde, total apoio às candidaturas da senadora Ideli Salvatti ao governo do Estado e do deputado federal Cláudio Vignatti ao Senado. O evento vai durar o dia todo no município de São José, na região da Grande Florianópolis.

 

Em tom de discurso eleitoral, Dilma Rousseff falou sobre o "desempenho exemplar" do governo Lula, especialmente em relação à baixa da inflação e à garantia de sustentabilidade que o Brasil teve, segundo ela, durante a crise financeira.

 

Abordada sobre possibilidades de coalizão com o PMDB em Santa Catarina a pré-candidata deixou claro que o PT nunca escondeu a importância que dá a uma coligação com os peemedebistas em todo o Brasil. "Vemos com bons olhos a aliança com o PMDB. Mas, serão alianças construídas sem imposições. Vamos governar o País considerando os processos de coalizão como uma forma de governabilidade", afirmou, dando o tom do otimismo sobre a disputa eleitoral.

 

Sobre o fato de o presidente Lula ter perdido as eleições anteriores no Estado, a ministra fez questão de enfatizar que o Brasil vive outro momento. "Nosso País nunca esteve tão bem e nunca gerou tanto emprego. As cidades nunca tiveram tantos benefícios. Há um conjunto de realizações. Mas, é o povo que vai decidir", disse.

 

Sobre o crescimento dela nas pesquisas em relação ao pré-candidato José Serra, Dilma tentou minimizar o entusiasmo, afirmando que não iria comentar uma possível vitória em primeiro turno. "Não comentamos pesquisa porque muita água ainda vai rolar debaixo desta ponte. De salto alto ninguém sobe em pesquisa. Colocamos um tênis e ganhamos fôlego para brigar", ponderou.

 

A pré-candidata negou ainda a oficialidade do "Blog da Dilma" e da página pessoal no Twitter. "Assim que sair da Casa Civil vou me incluir digitalmente. Mas, essas páginas não são minhas. De qualquer forma, agradeço à pessoa que está fazendo", afirmou em tom descontraído.

 

Ao final da entrevista coletiva Dilma relembrou os tempos de militância durante o período de Ditadura Militar. "Sabemos que a democracia não só é possível como a construímos em nosso governo", finalizou.

 

Após a entrevista, a pré-candidata participou junto com os militantes do PT Estadual da festa de 30 anos do partido.

 

Além da presença da ministra, que visita a cidade em caráter extra-oficial, o diretório estadual do PT Catarinense homologou hoje a pré-candidatura da senadora Ideli Salvatti ao governo do Estado. A confirmação de Salvatti nas eleições de outubro e o enfoque às estratégias eleitorais foram alguns dos pontos mais importantes debatidos no 4º Congresso Estadual do PT, que tratará também de questões fechadas à imprensa.

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