Em visita a Cuba, Dilma condena embargo dos EUA contra o país

Presidente afirmou ainda que o Brasil pode contribuir ajudando os cubanos com investimentos

Lisandra Paraguassu, enviada especial de O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2012 | 15h19

HAVANA - A presidente Dilma Rousseff condenou o embargo econômico dos Estados Unidos contra Cuba. Para ela, esse processo não leva a nada, a não ser a mais pobreza à população cubana. Segundo a presidente, a grande contribuição que o Brasil pode dar nesse caso é ajudar Cuba a se desenvolver e, para isso, está investindo em alimentos, maquinas e equipamentos naquele país. Ela citou como exemplo um crédito rotativo de US$ 400 milhões para a compra de alimentos no Brasil; financiamento para aquisição de máquinas agrícolas, para estimular a produção e investimentos na construção do Porto de Ariel, "um sistema logístico de exportação de bens produzidos em Cuba".

Para a presidente, é fundamental que se crie condições de sustentabilidade para o desenvolvimento do povo cubano. "Ganha o Brasil, por fazer uma cooperação com um país, um povo e toda uma estrutura institucional que é visivelmente competente, capaz, na área de biotecnologia, na área de ciências médicas e uma grande competência a todas as questões ligadas a biotecnologia. Ganha Cuba, também, porque é uma parceria em que o Brasil entra com seus conhecimentos, suas empresas privadas", observou.

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