Em vídeo, Lula prega generosidade e exalta programas sociais

Em vídeo, Lula prega generosidade e exalta programas sociais

Ex-presidente transpõe o discurso de Dilma Rousseff para um de maior apelo popular e prega contra o ódio, que, segundo ele, prejudica processo de inclusão social

Ana Fernandes , O Estado de S. Paulo

29 de outubro de 2014 | 14h47

São Paulo - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou um vídeo no seu perfil oficial do Facebook nesta quarta-feira, 29, com discurso de união dos brasileiros após a eleição. O vídeo foca nos programas sociais, com menção ao Bolsa Família. Lula fala especialmente sobre "generosidade" e contra o "preconceito". "É um equívoco das pessoas que se opõem às políticas sociais. As pessoas deveriam agradecer a Deus essas políticas sociais, porque elas elevaram a vida das pessoas", diz o ex-presidente.

Levando o discurso da sua sucessora, reeleita, Dilma Rousseff (PT), para um tom de maior apelo popular, Lula falou contra o "ódio", que segundo ele prejudica o processo de inclusão social. "Fico imaginando como sofre a pessoa com ódio, acho que nem dorme, que tem úlcera. Pode até estar doente porque não é possível. Se eu pudesse falar para essas pessoas que têm preconceito, eu diria 'ó, felicidade ou a gente reparte ou a gente perde, porque não é possível a gente ser feliz sozinho'." E faz um convite às pessoas "preconceituosas" para que abram "sua cabeça, seu coração e sua alma" e deem chances aos outros de "terem o que você já tem".

Em um tom informal, de conversa com o internauta, e vestindo uma camiseta vermelha com a estrela símbolo do PT, Lula destacou conquistas dos últimos 12 anos de governo petista, em especial o combate à miséria e inclusão por meio do Bolsa Família. Ele disse que a oposição criticou o programa, mas que foi ele que permitiu a mudança social do País. Citou o caso de São Paulo, Estado mais rico do País e onde, décadas atrás, havia dezenas de crianças pedindo esmola nos semáforos. "Hoje o que é que tem na periferia de São Paulo, pedindo, tem malabarista, fazendo arte pra gente lá, um monte de coisa fantástica", contrapôs. "Mudou o cenário. A miséria absoluta acabou, as pessoas criaram um pouco de cidadania e quem ganhou mais com isso? A classe média."

Lula citou também, ainda que brevemente, a regulamentação profissional de empregados domésticos, um feito do governo Dilma. "A patroa não tem que ficar com raiva, tem que ficar feliz porque a pessoa progrediu", disse, reforçando o discurso positivo de união. "A repartição dos espaços públicos pra toda a sociedade, sem diferença de classe social, é uma conquista de toda a democracia", completou.

O ex-presidente associou a postura contra os programas sociais de parte da população à falta de generosidade e explicou o que considera ser o papel do Estado. "Cabe ao Estado estender a primeira mão, cabe à sociedade estender a segunda mão, pra gente tirar todo mundo de baixo e fazer subir um degrau, depois subir dois, depois subir três. De repente, está todo mundo vivendo um padrão de vida decente e digno nesse País", disse Lula. Para o ex-presidente, ver a entrada de 40 milhões de brasileiros na classe média deveria ser motivo de alegria para todos, a não ser que haja preconceito. "Mais generosidade e menos preconceito vai fazer bem imenso a esse País", afirmou.

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