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Em vídeo, Feliciano diz que Deus 'matou' John Lennon

Durante culto, pastor afirma que ex-integrante dos Beatles e integrantes do grupo Mamonas Assassinas morreram por 'afrontar' Deus

Lilian Venturini, de O Estado de S.Paulo - atualizado às 12h52

08 Abril 2013 | 10h07

Em meio aos debates sobre a permanência do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, começa a repercutir na internet vídeos em que o pastor "justifica" a morte de artistas, como John Lennon e dos integrantes do grupo Mamonas Assassinas. "Ninguém afronta Deus e sobrevive pra debochar!", disse Feliciano sobre o ex-integrante dos Beatles, morto a tiros em 1980.

 

Os vídeos foram postados nesse domingo, 7, mas as imagens do culto religioso ocorrido na cidade de Camboriú (SC) são de 2005, de acordo com a assessoria de imprensa do deputado. Durante sua fala, o pastor lembrou a polêmica frase de Lennon, dita na década de 1960 em uma entrevista, de que a banda era mais famosa que Jesus Cristo. "Passou algum tempo depois dessa declaração, está ele [John Lennon] dentro do apartamento, quando abre a porta e escuta alguém chamar pelo nome. Ele vira e é alvejado com 3 tiros no peito", disse Feliciano.

 

A declaração de Lennon rendeu críticas aos músicos na época. Tempos depois Lennon se desculpou e disse ter sido mal interpretado. No vídeo, já com quase 61 mil visualizações, o pastor concluiu: "Eu queria estar lá no dia que descobriram o corpo dele. Ia tirar o pano de cima e dizer: ‘Me perdoe John, mas esse primeiro tiro é em no do Pai, esse é em nome do Filho e esse em nome do Espírito Santo'".

 

Em outro vídeo, provavelmente no mesmo culto, Feliciano também relaciona a morte dos integrantes do grupo Mamonas Assassinas à vontade divina. A banda, que morreu num acidente aéreo em 1996, ficou conhecida por letras cômicas. O conteúdo das músicas, para o pastor, era inadequado. "Ao invés de virar pra um lado, o manche tocou pra outro. Um anjo pôs o dedo no manche e Deus fulminou aqueles que tentaram colocar palavras torpes na boca das nossas crianças."

 

 

A assessoria de imprensa do deputado confirmou o teor das declarações feitas durante o culto e afirmou que a opinião do pastor continua a mesma. Desde que o deputado assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos, diversas frases polêmicas atribuídas a ele ganharam destaque. Algumas delas são usadas por ativistas como argumento para pedir sua renúncia do cargo por serem consideradas racistas e homofóbicas. Em declarações recentes, Feliciano afirmou que não pretende deixar o comando da comissão.

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