Kena Betancur/AFP
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Em viagem a Nova York, Levy diz não ter contrariado ordem médica

O ministro chegou ao hotel a tempo de participar da parte final de reunião de Dilma com representantes de 25 empresas brasileiras

Claúdia Trevisan e Tânia Monteiro, enviadas especiais, e Altamiro Silva Jr., correspondente, O Estado de S. Paulo

28 de junho de 2015 | 15h57

Internado na sexta-feira com dores no peito, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que não descumpriu recomendação médica ao decidir viajar aos Estados Unidos para participar da visita da presidente Dilma Rousseff ao país. “Não descumpri ordem de ninguém, sou muito obediente”, disse o ministro no início da tarde, ao chegar no hotel onde ficará hospedado em Nova York.

Perguntado se teve uma embolia pulmonar, Levy respondeu “acredito que não”. O diagnóstico inicial foi o de que o ministro sofreu uma embolia pulmonar leve, o que colocou em risco sua viagem aos EUA. “Eu estou bem”, declarou Levy.

O ministro chegou ao hotel a tempo de participar da parte final de reunião de Dilma com representantes de 25 empresas brasileiras que possuem investimentos nos Estados Unidos. Na segunda-feira, ele estará ao lado da presidente em encontros com pesos-pesados do setor produtivo e financeiro americanos.

Antes de embarcar na noite de sábado, Levy passou por mais um exame médico. Depois de participar da reunião com Dilma e os empresários, o ministro planejava ficar no hotel e se preparar para as maratonas de atividades a partir de segunda-feira.

“Acho que será positiva”, afirmou, sobre sua expectativa em relação à visita, com a qual o Brasil tenta reconstruir sua relação com a maior economia do mundo. “A gente tem bastante coisa para fazer, a economia está em um momento importante. Acho que é uma oportunidade boa.”

Os laços entre os dois países foram abalados em 2013 com a revelação de que a agência de espionagem americana, a NSA, monitorou comunicações de Dilma. Em protesto, a presidente cancelou visita de Estado que faria a Washington em outubro daquele ano. Acho que é uma oportunidade boa. Como disse a presidente, lá em Washington também vai ser bastante positivo.

O setor econômico-comercial ocupará grande partes dos anúncios que Dilma e o presidente Barack Obama farão depois de seu encontro de trabalho, na terça-feira. Com o fim do boom das commodities decorrente da desaceleração da China, o Brasil busca novas fontes de crescimento no exterior. Na expectativa de Brasília, medidas de facilitação de comércio que serão anunciadas durante a visita poderá provocar aumento de 10% nos embarques nacionais para os EUA.

No ano passado, o Brasil vendeu US$ 27 bilhões ao mercado americano, o segundo maior para as exportações do país depois da China. Mas à diferença do país asiático, os EUA compram principalmente produtos industrializados do Brasil, que têm impacto mais positivo sobre o crescimento e a geração de emprego.

Segundo Levy, a recente redução do intervalo de variação da meta de inflação aumenta a previsibilidade da economia brasileira. “Isso ajuda o trabalho que estamos fazendo.” Na quinta-feira, o Conselho Monetário Nacional diminuiu de 2 para 1,5 ponto percentual a variação, para cima ou para baixo, do centro da meta, fixada em 4,5%. Isso significa que o teto passou de 6,5% para 6,0% a partir de 2017.

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