Em troca de apoio, PDT pressiona PT a elevar salário mínimo

Presidente do partido protocolou na quarta-feira pedido de reajuste para R$ 580

Gustavo Uribe, da Agência Estado ,

06 de janeiro de 2011 | 16h25

SÃO PAULO - O presidente do PDT em São Paulo, deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, informou nesta quinta-feira, 6, que protocolou ontem, na Câmara dos Deputados, proposta de elevação do salário mínimo para R$ 580. A iniciativa surge num momento em que se discute medida provisória editada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que fixa o vencimento em R$ 540. A intenção do PDT, de acordo com lideranças da sigla, é forçar o governo federal a revisar o valor para cima, em troca do apoio da legenda à candidatura do atual presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS). Na manhã de hoje, a questão foi tratada em reunião, promovida na capital paulista, entre parlamentares do PT e PDT. Além da elevação do mínimo, os pedetistas apresentaram como condição de apoio a indicação de postos na máquina federal e maior espaço na Casa Legislativa.

 

"Uma das questões que pedimos ao Marco Maia é que peça para a presidente Dilma Rousseff que possa imediatamente se reunir com as centrais sindicais e possa encontrar uma proposta que seja maior do que a que está lá", disse o presidente do PDT-SP, segundo o qual outra reivindicação do partido é a presidência da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP), sob a batuta na legislatura passada do PTB. A sigla apresentou ainda a intenção de indicar as presidências de Itaipu e Eletrosul, que passariam para o comando do senador Osmar Dias (PDT-PR) e do deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT-MS), respectivamente. O encontro de hoje, que teve a presença de apenas 9 dos 28 deputados federais eleitos pelo PDT, frustrou a expectativa de petistas e pedetistas, que irão retomar as negociações na próxima semana.

 

O esforço concentrado do PT tem como objetivo evitar que a ameaça de rebelião do PMDB, o qual exige maior participação no governo da presidente Dilma Rousseff, respingue na sucessão da Câmara do Deputados, minando a intenção de Maia prosseguir no comando da Casa Legislativa. Os peemedebistas já sinalizaram que podem endossar os nomes de Sandro Mabel (PR-GO) e Aldo Rebello (PCdoB-SP), o que tem levado o PT a articular um leque de apoios que evite o fortalecimento de novas candidaturas entre os partidos da base governista. Ontem (5), lideranças do PT se reuniram em São Paulo com membros do PR e hoje, durante a tarde, almoçam com parlamentares do PSDB.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.