Em três meses, Câmara vota uma MP por semana

O estilo Dilma Rousseff de governar contagiou a Câmara. A atuação discreta, de perfil mais técnico que político, somada a uma maioria avassaladora e à ausência de uma pauta para aprovação no Legislativo, botaram a Casa em ritmo de banho-maria.

AE, Agência Estado

05 de maio de 2011 | 11h01

Nos primeiros três meses de legislatura, os deputados votaram em média uma medida provisória por semana, decretos legislativos de tratados internacionais do governo e poucos projetos por acordo partidário. A reforma política caminha lentamente, sem perspectiva de votação. A aposta do semestre é a votação do novo Código Florestal, remarcada para terça-feira.

A oposição se vira como pode. O DEM, o PSDB e o PPS usam os mecanismos de obstrução para adiar as votações e marcar posição. Com essa tática, às vezes, conseguem negociar o conteúdo das propostas. Desde a posse em fevereiro até agora, foram votadas 15 MPs. Nessa toada, a Casa só concluirá a votação das 17 MPs da pauta no fim de agosto. "Está como o governo quer", resumiu um cacique da base aliada. Ele comemora o fato de o governo conseguir administrar o ritmo das votações sem marolas e sem aprovar propostas incômodas para o Planalto.

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), discorda. "Votamos muito e, se mantivermos esse ritmo, bateremos recorde no final do ano", afirmou. Ele reconhece que nos primeiros meses a Câmara teve uma fase de adaptação. "Temos a criação do PSD e temos 46% de renovação na Casa", justificou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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