José Patricio/AE
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Em tom político, missa em Aparecida reúne 40 mil fiéis

O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e cardeal arcebispo de Aparecida, d. Raymundo Damasceno Assis, condenou a corrupção política no País e convocou os brasileiros a denunciarem. O desabafo foi feito durante as festividades no Santuário Nacional de Aparecida. "Não podemos concordar com nenhuma forma de corrupção, pois os recursos são da população", afirmou. "A Igreja pede que as denúncias sejam investigadas", apelou.

GERSON MONTEIRO, Agência Estado

12 de outubro de 2011 | 15h36

De acordo com o cardeal, as redes sociais estão exercendo um importante papel na mobilização contra a corrupção e criticou os deputados. "O Congresso está fazendo mais uma reforma eleitoral do que política".

Presente na celebração mais importante o dia, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também comentou as recentes denúncias de corrupção feitas pela mídia. Segundo ele, se o País não apressar uma reforma política, a situação pode piorar. "O modelo atual leva a distorções muito graves", afirmou.

Alckmin participou da missa solene realizada no Santuário Nacional de Aparecida, no Vale do Paraíba, acompanhado da esposa, Lu Alckmin. O governador, natural de Pindamonhangaba, disse que seu pai morou em Guaratinguetá, cidade vizinha a Aparecida, e por isso acompanhou a construção da Basílica Nova e acompanha a missa principal todos os anos.

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