Em tom conciliador, Tasso pede desculpas por bate-boca

Em tom conciliador, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) discursou da tribuna no Senado hoje pregando um entendimento entre os senadores para arrefecer a crise que assola a Casa, na esteira das denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Tasso pediu desculpas por ter travado na semana passada, em plenário, um bate-boca com o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL).

CAROL PIRES, Agencia Estado

11 de agosto de 2009 | 18h57

Jereissati disse que os senadores deveriam, antes de declarar guerra uns aos outros, ter-se unido "para tentar de vez dar um esclarecimento definitivo a isso, propor uma reforma de profundidade dentro do sistema de administração que faz nesta Casa, propor inclusive ao longo disso uma reforma política e uma reforma eleitoral". Na semana passada, Tasso chegou a chamar o senador Renan Calheiros (PMDB-AP) de "cangaceiro de terceira categoria", após ter sido chamado pelo senador alagoano de "coronel de merda".

"Vou fazer o possível para que não se repita o que aconteceu, porque não acho, de maneira nenhuma, dignificante o que aconteceu. Mas também vou continuar com uma firmeza muito maior do que antes a lutar contra essa indignidade de existência de tropas de choque, de posições menores", disse o senador tucano.

José Sarney, que preside a sessão de hoje, ao ouvir do senador Almeida Lima (PMDB-SE) um pedido para que encurtasse o tempo concedido para pronunciamento de cada senador, pediu paciência. "Prorroguei o tempo porque o senador Tasso Jereissati está fazendo um discurso que se destina a encerrar um episódio nesta Casa que todos desejamos que seja encerrado. E, assim, justifica que a Mesa tenha uma certa tolerância nos prazos do seu discurso", disse Sarney.

Vários senadores da base aliada ao governo e da oposição fizeram apartes ao discurso de Tasso Jereissati para declarar apoio ao senador tucano. "Fico satisfeito de ouvir uma voz razoável aqui na tribuna, chamando a atenção do destino que nos reserva esse tipo de conflito que foi criado entre nós. (...) O que me preocupa é que, diante da brutalidade, a paz é sinônimo de covardia", disse o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), primeiro senador a comentar o discurso de Jereissati.

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