Em todo o País, 3% descumprem frequência mínima

Em todo o País, cerca de 3% das crianças do Bolsa-Família estão assistindo menos aulas do que deveriam. Se o porcentual é baixo, em números absolutos isso se transforma em 450 mil alunos espalhados pelo Brasil. Responsável pelo programa, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) diz que as razões para isso são variadas. "Nas grandes regiões, muitas vezes há um problema sério de violência que prejudica o acesso à escola. Há casos de falta de transporte, de crianças que ajudam a família e de falta de acompanhamento das famílias", explica Camile Mesquita, diretora de gestão dos programas de transferência de renda do ministério. "Estamos fazendo todo o esforço para ajudar os municípios a localizar as famílias com problemas e identificar as causas." Uma dos requisitos de gestão dos municípios é justamente procurar cada família com problemas para tentar resolver as causas. A cada bimestre, além de avisar as famílias que estão irregulares, o ministério indica ao município quais são elas.Do número inicial de bloqueios - 654 mil, desde 2006 - para os 100 mil que perderam definitivamente o pagamento há uma queda considerável. O MDS acredita ser resultado desse acompanhamento, mas isso também pode ser creditado, pelo menos em parte, ao susto de ver o pagamento bloqueado.O Ministério da Educação, responsável por fazer o acompanhamento da frequência escolar, também trabalha com as prefeituras. A cada bimestre, os municípios com maior porcentual de descumprimento da frequência são procuradas pelo ministério.

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