Em Taubaté, Lula defende alternância no poder

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem (25, quinta-feira), em Taubaté, que os governos devem se alternar no poder. Sem se referir ao fato de que ele próprio se manteve na Presidência por dois mandatos consecutivos e já prega a reeleição da presidente Dilma Rousseff, Lula disse que o povo tem de eleger pessoas diferentes de preferência de quatro em quatro anos. "Tem gente que pensa que o poder é uma coisa hereditária", afirmou. Lula falou durante comício com Isaac do Carmo, candidato do PT à prefeitura da cidade politicamente dominada pela família do candidato do PSDB, Ortiz Júnior, líder nas pesquisas de intenções de voto.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

25 de outubro de 2012 | 23h17

Segundo ele, o povo quer democracia. "Taubaté é uma cidade grande e não pode ser tratada como se fosse um curral de uma família." Lula, que subiu ao palanque acompanhado do presidente nacional do PT, Rui Falcão, e do presidente estadual Edinho Silva, além de outros políticos, repetiu uma crítica já costumeira aos tucanos, principais opositores do PT. "Ninguém pode ter um bico daquele tamanho de graça. Ele é bonito, mas é predador. Nem tudo que é bonito na aparência, é bom no coração."

Respondendo a uma crítica dos adversários, de que é um "indicador de postes" por propor nomes desconhecidos em disputas importantes, atacou. "Eles não podem indicar poste porque fizeram um apagão nesse país", referindo-se à crise de energia elétrica ocorrida o governo de Fernando Henrique Cardoso.

Sempre se autopromovendo, o ex-presidente disse que o candidato poderia consertar Taubaté como ele consertou o País. Até comparou sua trajetória com a do candidato petista - Isaac teve o primeiro emprego aos 15 anos e foi líder sindical - para dizer que, sem diploma universitário, fez mais universidades que os antecessores na presidência.

Lula perguntou se o adversário de Isaac já teve patrão e se já trabalhou alguma vez. "Essa é a diferença entre os dois. Eu queria demonstrar que a inteligência do ser humano não está ligada aos anos na escola. Inteligência é outra coisa que Deus coloca em nossa cabeça e eu queria chegar à presidência para provar que era possível fazer um bom governo com sabedoria e humildade."

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