Em SP, polícia rejeita proposta, mas nega greve

As 41 entidades de classe das Polícias Civil e Militar voltaram a discutir e a recusar, na manhã de hoje, na Associação dos Cabos e Soldados, o aumento concedido pelo governador do Estado, Geraldo Alckmin, variando de 6% a 10%. Eles querem 41%. Os policiais descartam, no momento, uma greve geral, a exemplo das da Bahia e de Pernambuco. "Mas a hipótese não está afastada", disse Paulo Fortunato, presidente da Associação da Polícia Civil. Na reunião, os policiais analisaram a detenção do capitão Sérgio Olímpio que, em encontro de oficiais, na semana passada, sugeriu que as companhias e os batalhões não deveriam aceitar nenhuma doação da comunidade. "Se o carro não puder rodar por falta de pneus ou problemas mecânicos, que fique parado, pois cabe ao governo consertar, e não ao mecânico do bairro quebrar o galho de graça", disse Olímpio. Ele também teria sugerido o início de uma operação padrão: os policiais só prenderiam em flagrante e fariam em suas rondas o "estritamente necessário", sem o empenho com que desenvolvem o trabalho na procura e na perseguição aos criminosos.Todos os dias, carros das Polícias Civil e Militar são levados para oficinas. A maioria das delegacias de polícia tem computadores doados por bancos, companhias de seguro e empresários.Pela primeira vez, em São Paulo, as duas polícias se uniram para reivindicar melhores salários. Os dirigentes sindicais sempre estiveram distantes. Segundo o coronel da reserva Hermes Bittencourt Cruz, da Associação dos Oficiais da Reserva da PM, o governo precisa entender que a situação salarial das duas instituições "é calamitosa". O governo, através da Secretaria de Estado da Segurança Pública, informou que não há mais o que discutir sobre salário.

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