Em SP, PMDB deve oficializar aliança com tucanos

Depois de ameaçar apoio ao PT, partido fará convenção em São Paulo para selar coligação

Gustavo Porto, de O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2010 | 14h46

RIBEIRÃO PRETO - Após ameaças da ala pró-PT, o ex-governador Orestes Quércia caminha para ratificar seu nome como candidato do PMDB ao Senado e selar a coligação com o PSDB em São Paulo nas eleições deste ano. A decisão de apoiar os tucanos, cuja chapa será encabeçada pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), será na convenção estadual do PMDB, no próximo dia 13, das 8 horas às 13 horas, na Assembleia Legislativa, na capital paulista.

 

No dia anterior, em Brasília (DF), a ala paulista contrária a Quércia ratificará a indicação do presidente da Câmara dos Deputados e do PMDB nacional, Michel Temer, como candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff. Liderada por Temer e pelo ministro da Agricultura, Wagner Rossi, a ala do PMDB paulista apoiará ainda a coligação com o PT nacional e fará oposição ao PSDB de José Serra na eleição de outubro.

 

Rossi, um dos mais ferrenhos críticos de Quércia em São Paulo, já declarou que defende o apoio do PMDB ao senador Aloizio Mercadante (PT-SP) no Estado. No entanto, o apoio de peemedebistas a Mercadante será mesmo velado nas eleições em São Paulo. "A questão do apoio ao PSDB em São Paulo me parece definida, pois não surgiu outra articulação que pudesse mudar isso", disse à Agência Estado o deputado estadual Baleia Rossi, filho do ministro da Agricultura.

 

Além da escolha de Quércia como candidato a senador e do apoio ao PSDB e a Alckmin, a convenção estadual do PMDB definirá a chapa de candidatos a deputado e ainda os números que eles terão nas eleições de 3 de outubro.

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