Em SP, ministro da Justiça defende governo Lula

O ministro da Justiça negou que a gestão do ex-presidente tenha a marca da corrupção

Gustavo Uribe, da Agência Estado

19 de agosto de 2011 | 19h35

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendeu nesta sexta-feira, 19, o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e refutou a avaliação de que a ''faxina'' promovida pela presidente Dilma Rousseff na Esplanada dos Ministérios possa carimbar o governo anterior como uma gestão corrupta. Ele ratificou, ainda, declaração da presidente de que mudanças na administração federal continuarão a serem feitas caso haja necessidade.

"Eu não consigo vislumbrar em que momento possa se dizer que o governo do ex-presidente (Lula) tenha sido um governo corrupto", afirmou. "É um governo que saiu com uma aceitação popular estrondosa e que, se tivesse máculas dessa natureza, não teria essa aceitação popular", acrescentou, antes de receber o título de doutor honoris causa pela Escola Paulista de Direito (EPD), na capital.

Ainda em defesa do ex-presidente, o ministro ressaltou que a gestão de Lula não tem a marca da corrupção e que o atual governo segue a mesma perspectiva. "A presidente age como a população brasileira quer. Não se trata de uma faxina, trata-se de exigir que a máquina pública atue dentro daquilo que a lei determina", afirmou. "E isso tem sido feito e continuará a ser feito", emendou. A presidente afirmou na manhã de hoje que o governo federal vai continuar a combater ''os mal feitos'' na máquina pública e frisou que a base aliada no Congresso também não compactua com a existência de irregularidades na administração federal.

O ministro da Justiça negou também que o governo federal enfrente uma crise e avaliou como natural as mudanças na equipe ministerial. "Eu acho que a presidente saberá, em cada momento, as pessoas que devem estar presentes. E aqueles que não quiserem permanecer no governo federal, têm legítimo direito de sair dele".

Cardozo negou ainda que haja uma certa tensão entre Dilma e Lula em torno da sucessão ao Palácio do Planalto em 2014. E fez questão de ressaltar que os dois são "muito amigos" e "conversam sempre". "Neste momento, a presidente tem que fazer o que está fazendo para governar o Brasil e o ex-presidente tem dado todo o seu apoio", disse. "Então, não é hora para pensar em sucessão, no momento certo isso será discutido".

 

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