Em SP, dois deputados faltam à própria posse

Somente quatro dos seis suplentes de deputados estaduais esperados ontem para tomar posse apresentaram-se à Assembleia Legislativa de São Paulo. Os ausentes, José Caldini Crespo (DEM) e Cassio de Castro Navarro (PSDB), têm 30 dias para assumir o cargo. Compareceram à reunião para serem empossados Beth Sahão (PT), Marco Porta (PSB), Helio Nishimoto (PSDB) e Carlos Neder (PT). Eles substituem parlamentares que deixaram a Casa após serem eleitos para prefeito em 2008. São eles Valdomiro Lopes (São José do Rio Preto), Dárcy Vera (Ribeirão Preto), Antonio Carlos (Caraguatatuba), Marco Bertaioli (Mogi das Cruzes), Cido Sério (Araçatuba), Sebastião Almeida (Guarulhos) e Mario Reali (Diadema).Crespo alegou por escrito, à presidência da Assembleia, "motivos pessoais" pelo não comparecimento à posse e informou que se apresentará dentro do prazo regimental. Já Navarro não conseguiu retirar, a tempo da reunião, o diploma de deputado na Justiça Eleitoral.Ao todo, sete suplentes vão ingressar à Assembleia. O primeiro, Fausto Figueira (PT), tomou posse em dezembro. Três dos novos parlamentares são novatos na Casa - Porta, que era vereador em Taboão da Serra, Nishimoto, ex-vereador em São José dos Campos, e Navarro, que entregou o cargo na Câmara Municipal de Praia Grande na semana passada. LIMINARA cerimônia de posse começou com um clima de apreensão no ar. A posse de Neder está sendo questionada na Justiça pelo PC do B. O partido quer que a vaga fique com o suplente Pedro Bigardi, preterido pela Casa por ser um infiel.Ele disputou a eleição em 2006 pelo PT, mas se mudou para o PC do B em julho de 2007, depois do prazo estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o troca-troca de legenda sem justa causa. "Como entendemos que o mandato pertence ao partido, não ao candidato, a vaga de suplente é do PT e convocamos o primeiro suplente da lista do PT", explicou o presidente da Assembleia, Vaz de Lima (PSDB).Neder classificou de "correta e corajosa" a atitude tomada pela Casa e disse que recorrerá à Justiça caso tenha que entregar o mandato. O PC do B paulista espera para hoje resposta do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a um pedido de liminar.

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