Em show de apoio à Rede, Marina evita falar de Feliciano

Em meio às polêmicas que surgiram após sua declaração sobre as críticas que o pastor Marcos Feliciano vem recebendo, a ex-senadora Marina Silva subiu ao palco na noite desta quinta-feira, 16, diante de aproximadamente 1.100 pessoas, em São Paulo, em show de apoio à criação de seu partido, o Rede Sustentabilidade.

BEATRIZ BULLA, Agência Estado

17 de maio de 2013 | 13h26

"Que a música de vocês possa inundar os nossos litorais para que possamos pescar em águas profundas com a rede da sustentabilidade", disse Marina, finalizando para a plateia de políticos e intelectuais uma fala em forma de poema. Ao seu lado, no palco, Adriana Calcanhoto, Nando Reis e Arnaldo Antunes.

A ex-senadora disse aos jornalistas que fez a poesia após ver ao vivo o quadro O Grito, de Edvard Munch. "Quando eu vi (a obra) fiquei muito emocionada, cheguei no hotel e não conseguia dormir, 2 horas da manhã fiz a poesia e consegui dormir. A obra O grito fala para todos nós", disse Marina, que não comentou a polêmica envolvendo Feliciano.

Ela falou brevemente ao público sob aplausos após o show da cantora Adriana Calcanhoto. A cantora, ao iniciar a apresentação, disse que já foi "vermelhinha", em referência ao PT, mas teve uma "desilusão tão grande com a política e apenas por causa da Marina voltou a sonhar".

"Eu acredito que vou ver na primeira página dos jornais a presidente Dilma passando a faixa para Marina Silva presidente", completou a cantora.

Marina assistiu o show ao lado do vereador Ricardo Young (PPS) e da socióloga Maria Alice Setúbal. "Isso aqui foi montado em 15 dias, para ser sincero eu esperava um terço desse público", comentou Young, sobre o evento que aconteceu no Cine Joia, bairro da Liberdade, na capital paulista. A lotação máxima da casa é de 1.300 pessoas.

Na fila, apoiadores do Rede coletavam assinaturas para a criação do partido. A meta é bater as 500 mil assinaturas até a metade de junho. Para hoje, não havia um objetivo delimitado, mas na Virada Cultural a equipe espera conseguir 12 mil assinaturas.

"Estou confiante de que consigam as assinaturas a tempo (de viabilizar a participação do partido nas eleições de 2014), olha essa plateia hoje", disse Young.

A plateia, no entanto, formada por muitos jovens, parecia dividida entre os que apoiam a carreira política de Marina Silva e aqueles que foram apenas pela festa.

"Vim pelo show, mas quando fiquei sabendo que era a Marina aumentou a vontade", disse o analisa jurídico Felipe Ferreira. Ele não acompanhou as declarações de Marina que saíram na imprensa nesta semana. "Eu acredito nela, não no que publicam", completou. Amanda Nunes, estudante, também foi ao Cine Joia pela música, mas simpatiza com a ex-senadora. Depois do show de Nando Reis, Marina deixou a casa. O público não.

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