Pedro Ladeira/Frame
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Em sessão tumultuada, Feliciano volta a fechar reunião de comissão

Parlamentar troca de sala seis minutos depois de abrir encontro em razão das discussões entre manifestantes favoráveis e contrários à sua permanência na presidência de colegiado

Eduardo Bresciani, de O Estado de S.Paulo

10 Abril 2013 | 16h17

Após seis minutos de tentativa de uma reunião aberta na Comissão de Direitos Humanos na tarde desta quarta-feira, 10, o deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) determinou a troca de plenário da sessão devido a protestos de manifestantes. A sessão continuará com as portas fechadas ao público para votação de requerimentos e projetos.

A entrada de manifestantes para a reunião que seria aberta foi selecionada pela Polícia Legislativa. Alguns manifestantes não conseguiram entrar. A porta principal da comissão ficou fechada e a maioria dos presentes dentro do plenário era de apoiadores de Feliciano. Mesmo assim, os dois grupos - contra e a favor - ficaram durante todo o tempo gritando palavras de ordem.

Feliciano chegou para a reunião às 14h26, a sessão foi aberta às 14h33, quando o quórum foi alcançado, e às 14h39, diante do barulho dos manifestantes, Feliciano suspendeu a reunião e determinou a troca de sala.

Nesta terça-feira, 9, Feliciano recuou da decisão de fazer reuniões fechadas ao público, mas afirmou que retiraria manifestantes ou trocaria as sessões de plenário caso os protestos atrapalhassem o trabalho.

Durante a troca de plenário, o deputado sustentou que a medida não ataca o acordo feito com os líderes partidários de manter abertas as reuniões. Alguns deputados reclamaram que nem sequer conseguiram entrar no plenário da comissão. "A segurança está impedindo até deputado de entrar. É o fim da picada. É mentira que esta reunião está sendo aberta", disse o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).

Cultos. Marco Feliciano também afirmou que não falará mais de política em cultos pelo bom andamento da Câmara e da comissão de Direitos Humanos.

"Para o bom andamento da Casa, eu disse que nos cultos não toco mais em assunto de política. Culto é lugar de falar de Jesus Cristo", disse Feliciano, após participar de reunião do PSC.

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