Geraldo Magela/Ag.Senado
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Em sessão no Congresso, Bolsonaro diz que o único norte é a Constituição

Chegada do presidente eleito ao Congresso foi cercada por um forte esquema de segurança

Camila Turtelli, Mariana Haubert, Breno Pires, O Estado de S.Paulo

06 Novembro 2018 | 10h59
Atualizado 06 Novembro 2018 | 13h01

BRASÍLIA - Na primeira visita do presidente eleito Jair Bolsonaro a Brasília, sua participação em evento sobre os 30 anos da Constituição lotou o Congresso na manhã desta terça-feira, 6. As sessões solenes, como a desta terça, raramente registram um grande número de parlamentares na Casa. Desta vez, porém, tanto deputados e senadores da base quanto da oposição participam do evento. Em breve pronunciamento, Bolsonaro disse que a Constituição é "o único norte". "Na topografia, existem três nortes, o da quadrícula, o verdadeiro e o magnético. Na democracia só um norte, é o da nossa Constituição". 

O respeito à Constituição é o ponto comum nos discursos de todas as autoridades que até agora se pronunciaram. Bolsonaro repetiu o slogan de sua campanha presidencial e também citou "Deus" duas vezes ao longo do pronunciamento. "Juntos, temos o compromisso, a responsabilidade com a população brasileira. Agradeço a Deus por ter salvo minha vida e pedimos que nos ilumine. Neste momento, ocupamos cargos-chave na República e acredito que podemos, sim, mudar o destino desta grande nação", afirmou.

"Acredito em Deus e na nação Brasileira. Queremos continuar traçando o destino que nosso povo merece. Brasil acima de tudo e Deus acima de todos", finalizou Bolsonaro.

A fala de Bolsonaro foi antecipada pelo presidente da sessão, o senador Eunício Oliveira. Pela programação, a vez era do presidente Michel Temer.

A sessão estava marcada para ter início as 10h, mas desde 9h autoridades começaram a chegar no prédio. A imprensa, que normalmente tem trânsito livre no local, teve circulação limitada a alguns espaços e é acompanhada de perto por seguranças.

Bolsonaro chegou pouco antes das 10h ao Congresso e não conversou com os jornalistas. Foi direto ao gabinete do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), onde se reuniu também com o presidente Michel Temer e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). 

A chegada de Bolsonaro ao Congresso foi cercada por um forte esquema de segurança, bem diferente de meses atrás, quando o deputado em sétimo mandato passava despercebido pela maioria. Durante as votações, era comum ver o parlamentar, agora presidente eleito, sentado no plenário ao lado de seu filho, o também deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). 

Considerado por Bolsonaro o seu "Posto Ipiranga" na economia, o economista e futuro ministro Paulo Guedes também participa da sessão no Congresso. Diferentemente do presidente eleito, que se sentou na mesa diretora, Guedes se sentou em uma das cadeiras no plenário, ao lado de deputados e senadores com quem terá de negociar a votação de suas propostas para a economia.

O relator da reforma tributária, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), inclusive, aproveitou o início da sessão para puxar assunto com o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. Hauly foi até o economista para tentar agendar uma nova reunião para falar sobre a reforma. 

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