Em seminário, jornalistas debatem situação da imprensa na Argentina

Repórter descreveu com detalhes o episódio da perseguição feita ao jornal El Clarín

Gabriel Manzano Filho, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2010 | 22h01

Dois jornalistas argentinos revelaram posições antagônicas no debate da tarde do seminário, sobre "A situação da mídia argentina". Pablo Mendelevich, do jornal La Nación, descreveu um cenário em que a imprensa daquele país "sofre ataques, mas que não são sistemáticos".

 

Ele descreveu com detalhes o episódio da perseguição feita ao jornal El Clarín pela presidente Cristina Kirchner - que leva adiante, segundo ele, um governo "que não é plural, mas binário" e na área política reduz tudo a uma disputa "amigo/inimigo".

 

Mendelevich criticou duramente a chamada Lei dos Serviços Audiovisuais, que tenta controlar a mídia. Sobre acusações da presidente de que a imprensa "impõe a sua agenda" e "mente segundo sua conveniência, ele replicou: "Não é nada disso. O negocio da mídia não é a mentira."

 

Briga. A jornalista Maria Eugenia Ludueña, que falou em seguida, defendeu essa lei. "Nessa briga, os dois lados falam em pluralismo mas nenhum deles o pratica", afirmou, acrescentando que a mídia argentina "não é objetiva e não é neutra". Ela entende que a chamada Lei da Mídia "tem pontos fracos, mas traz um avanço" no debate sobre o assunto no país vizinho. "Ela não resolve a questão da censura e nem a do acesso à informação", exemplificou.

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