Em semana decisiva para o ajuste, Dilma reúne ministros

Presidente quer definir estratégias para votações no Congresso e buscar acordo para projeto de desonerações da folha de pagamento

Ricardo Della Coletta e Rafael Moraes Moura , O Estado de S. Paulo

08 Junho 2015 | 11h16

Brasília - Numa semana decisiva para o ajuste fiscal, a presidente Dilma Rousseff reúne na manhã desta segunda-feira, 8, sua coordenação política no Palácio do Planalto para traçar a estratégia para votações no Congresso Nacional. A principal preocupação do governo está na Câmara, que nesta quarta-feira, 10, deve votar o projeto de lei que revê a política de desoneração da folha de pagamento.

Participam do encontro o vice-presidente Michel Temer e os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento), Jaques Wagner (Defesa), José Eduardo Cardozo (Justiça), Ricardo Berzoini (Comunicações), Edinho Silva (Secretaria de Comunicação Social), Eduardo Braga (Minas e Energia), Gilberto Kassab (Cidades), Eliseu Padilha (Aviação Civil), Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia), Carlos Gabas (Previdência) e Miguel Rossetto (Secretaria-Geral). Também estão presentes os líderes do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), e no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE).

A proposta que será analisada pelos deputados aumenta alíquotas de recolhimento das empresas incluídas no regime de desoneração da folha de 1% para 2,5%, principalmente para a indústria, e de 2% para 4,5%, para serviços. O problema é que o relator da matéria, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), já declarou que pretende deixar ao menos quatro setores - comunicações, transportes, tecnologia da informação e cesta básica - de fora do alcance do texto. Essa possibilidade é rechaçada pelo Planalto, que vai intensificar entre hoje e quarta as negociações para demover o peemedebista. Nesta terça-feira, 9, o vice-presidente Temer deve se reunir com lideranças da base no Legislativo para tentar fechar um acordo. 

Outros itens estão na pauta do governo nesta semana: nesta terça, Dilma anuncia um pacote de concessão em investimentos que deve superar R$ 190 bilhões. O lançamento faz parte de um plano de recuperação da popularidade do governo, que amarga índices extremamente negativos. Com mais uma etapa da "agenda positiva", a petista quer enviar sinais de que a economia vai reagir, mesmo em um cenário de crises na economia e na política. 

Os aliados da petista querem formar uma aliança com partidos da oposição para aprovar um projeto que endurece penas para menores em casos excepcionais - como crimes hediondos - e outro que prevê punições mais severas para adultos que cooptarem adolescentes para a prática de delitos. O Planalto estuda apoiar esses pontos para se opor ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e evitar a aprovação de uma emenda à Constituição que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos.

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